sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Flocos de gelo

Acabo de ser promovido a tio!
Nasceu um floco de gelo com 3 quilos e tal.
No mundo virtual será a anGELA.
Façamos todos como a foca! clap,clap,clap
:)

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

A estrela dos cinco


Já alguma vez pararam para analisar a vossa vida? Alguma vez pararam para analisar quem sois? Avaliar os componentes que vos definem enquanto pessoa? Determinar os elementos que definem a vossa felicidade?

Como o fariam?
Que modelo seguiriam?
Que variáveis são importantes e qual o seu peso relativo para que possam dizer: sou feliz ou infeliz; sou feliz mas falta-me algo; sou infeliz, mas falta-me pouca coisa para inverter a situação; sou um felizardo infeliz ou sou um feliz desafortunado.
O que vos faz dizer: "EU SOU" ?

Como modelo de desenvolvimento pessoal e social defendo que nos devemos comparar com os melhores. Mas esse é um modelo que pode levar a uma grande frustração quando, no processo de reflexão sobre a nossa identidade, sobre aqueles aspectos que nos definem de forma intrínseca e dos quais por vezes nem nos apercebemos conscientemente, chegamos à conclusão que o nosso modelo é inalcançável. A frustração pode acontecer quando adoptamos modelos que são tão diferentes de nós que se torna impossível alcançar qualquer tipo de sucesso nessa aproximação. Imaginemos que o meu termo de comparação é o Dalai Lama - um homem religioso para quem a reflexão, a paz e a calma são elementos intrínsecos à essência do seu ser. Elementos admiráveis per si! Quem me conhece sabe que eu não poderia estar mais longe desse espírito zen. Eu gosto de bulício e a reflexão não me preenche se não originar tumulto, provocação ou revolução; gosto da dinâmica: acção-observação-reacção, totalmente oposta à dessa sumidade, que está focada essencialmente em observação-reflexão. É claro que me estou a esticar um bom bocado nesta apreciação mas a sua simplicidade elástica permite-me ilustrar o meu ponto de vista, por isso assumamos que, de uma forma extremamente lata, as dinâmicas estão correctamente caracterizadas.

Por outro lado, um factor ainda mais determinante para essa frustração acaba por ser o modelo que nós não escolhemos mas que nos é imposto pelos outros e, "os outros", uma expressão digna de se comparar à expressão "coisa", pela latitude e longitude que ambas conseguem alcançar, são os amigos, os colegas de trabalho, os meios de comunicação social, o cinema, a música, a moda, a publicidade, e "outros" mais que me escapam agora por entre os dedos. Temos a anorexia, temos os estereótipos, temos os namoros, os casamentos e os filhos, o dinheiro, o aspecto, temos a uniformização e a consolidação, temos a diferenciação consolidada em que todos queremos ser rebeldes e diferentes tal e qual aquele actor ou modelo.

Talvez seja difícil escapar a esta imposição de modelos. Eu não escapo, seguramente.
Somos seres complexos e, na maior parte das vezes, nem sequer sabemos bem o que queremos. Vamos tomando decisões com base em padrões definidos por "outros" ou a meias com "outros". Vamos alterando os nossos padrões até nos perdermos no turbilhão dos "outros", até ao ponto em que deixamos de reconhecer o ser que fomos e somos alguém diferente. Não poucas vezes nos tornamos copy cats por receio de exclusão. Isto não é necessariamente mau. Passa a ser mau quando sofremos com isso.

Bom, pode defender-se que se trata de evolução - fomos crisálidas e agora somos borboletas. Mas que tipo de borboletas somos nós? Quem nos definiu? Quem guiou essa transformação?

A maior parte dos problemas psicológicos que vivemos enquanto sociedade acabam por derivar da pressão que resulta de nos compararmos aos outros sem olharmos para a nossa identidade primeiro, sem compreendermos que afinal estamos a tentar forçar algo que não nos é intrínseco. Afinal queremos algo porque é importante para nós ou porque é importante para os outros? E o facto de ser importante para os outros é assim tão importante para nós? Porquê?

Longe de mim querer dar aulas, explicações ou soluções no campo da psicologia. Não estou minimamente habilitado; o meu contacto com esse ramo do conhecimento é tangencial. Contudo, são muitas as vezes em que observo, analiso e pergunto. Depois, reverto essa análise em mim e quando calha chego a uma conclusão, sempre pessoal, possivelmente errada, mas há que concordar com o K Mister quando afirma "As relações humanas são fantásticas, não?"... e complexas.


Isto tudo para chegar a um ponto crucial que é o do auto-conhecimento. O auto-conhecimento é o fiel da balança, é a base do equilíbrio, é o ponto zero. Quando o atingimos, descobrimos o backup que podemos repor quando apanhamos um vírus. É a nossa essência mais básica (e não quero aqui discutir se existe formatação social ao nível dos genes, muito menos formatação acumulada pela experiência de vidas passadas, ou resquícios do toque abençoado de Deus).

Entendo que atingimos este ponto de equilíbrio quando conseguimos perceber o que significam determinados valores e escolhemos conscientemente tomar uma acção em detrimento de outra, porque "achamos que é melhor ou mais correcto ou mais proveitoso". Conscientemente tomamos decisões que foram desenhadas, muitas vezes no inconsciente, por todas as camadas de influência que nos trespassam desde o nascimento. Gostaria de dizer que este é o momento em que atingimos a maturidade, sendo que a atingimos várias vezes ao longo da vida, que a maturidade também tem estágios, mas entendo que a palavra pode dar azo a mal entendidos, porque a maturidade está identificada com o fim de um ciclo de vida e o ponto de equilíbrio a que me estou a referir deverá surgir muito antes disso. Será a idade da escolha (o que eu me ri ao pensar em escolharidade hehehe).

Se aceitarmos isto como razoavelmente admissível, então também não será difícil aceitar o seguinte:

Para sermos felizes, primeiro temos que descobrir quem somos; depois temos que definir de que forma queremos evoluir e, então, traçar um caminho. Acima de tudo, temos que deixar de confundir o desejo com a felicidade pois nem sempre o que desejamos é o que nos vai fazer feliz.

Aqui, deixo uma referência a um post interessante que intercepta este tema, sem necessariamente concordar com o que eu digo.

Há que ter o cuidado de traçar o nosso caminho, a nossa evolução, e não desenhar aquilo que observamos nos outros, apenas porque têm sucesso no caminho que eles desenharam. No post acima referido, está referido um estudo que analisa uma interessante correlação positiva entre a definição de objectivos e dinheiro mas, o que talvez não esteja estudado ou evidenciado no estudo, e digo já que não o li, é a correlação entre a definição de objectivos e a estrutura básica, o tal ponto de equilíbrio dessas pessoas. Conheço algumas pessoas assim e, sem excepção, são pessoas que descobriram muito cedo quem são e o que querem da vida. Vivem para a competição, para o sucesso, para a glória. O seu driver pessoal passa por definir um objectivo e atingi-lo ou superá-lo. O objectivo é o meio e é o fim. São os Tipos A. Julgo não ser o facto de se traçar o objectivo que é importante. O importante é o facto de se lutar para atingir o objectivo traçado e esta é verdadeiramente a razão pela qual a imensa minoria ganha mais do que a maioria referida no tal estudo

Naturalmente, temos pessoas cujo ponto de equilíbrio é diferente, cujos objectivos são diferentes mas que olham para o sucesso dos outros e desejam-no, acrescentam-no como um objectivo para o qual não estão preparados nem sequer estão realmente motivados. E esse facto vai provocar uma dissensão entre o que se deseja, o que se precisa e o que se alcança, sendo que serão três coisas diferentes. É por este motivo que muitas pessoas são infelizes. É por esse motivo que estas pessoas deviam voltar ao seu ponto de equilíbrio e redefinir estratégias e centrar-se naquilo que realmente lhes interessa.

Não é fácil fazê-lo. Se fosse, eu já o tinha feito há muito tempo, pelo menos no que diz respeito a alguns aspectos da minha vida. Contudo, sou capaz de identificar o meu ponto de equilíbrio e quando me sinto a derrapar, pergunto sempre, quais os aspectos importantes da minha vida? Qual a minha situação em cada um deles? E aí, verifico que ou não estou assim tão mal e confundi um desejo com uma necessidade, ou identifico aspectos onde posso melhorar e procuro actuar sobre eles.

Quantos aspectos nos definem? Quantos objectivos há que definir? Por quantas dimensões somos compostos?

É uma questão pessoal.

Poderia criar um modelo com base em resultados de inquéritos mas deixo isso para os experts. O meu melhor esforço vai no sentido de criar um modelo com duas instâncias em simultâneo: a estrela dos cinco e a estrela dos 10 - as cinco dimensões do ponto de equilíbrio e as dez dimensões que acrescentam às primeiras cinco outras tantas que quero desenvolver. O critério para a escolha desses números é excepcionalmente científico:

dedos

das

mãos.

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Yin Yang

terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Parabéns aos noivos!!




O gelo é frio.

A ausência de calor pode ser enganadora, interpretada como contraproducente numa ligação entre dois seres de sangue quente.

No entanto, quem o afirma nunca colou os dedos numa pedra de gelo bem gelada...

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Hoje ouvi dizer...

que os sismos acontecem por causa das plataformas platónicas.

Mas se fossem platónicas as plataformas não se tocavam pelo que não sei o que pensar...

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

A Pessoa Honesta e o lodo mau

Porque é que uma Pessoa Honesta que se dedique à política acaba num político desonesto?

Será inevitável? Assim parece, afinal o propósito da política não é agregar consensos para beneficiar a maioria; é, isso sim, agregar consensos para beneficiar a minoria, a minoria dos que se dedicam a essa arte milenar que é a actividade política. Os outros são os cordeiros sacrificiais.

Uma Pessoa Honesta (daqui para a frente PH) que se comece a dedicar à actividade política passa por várias fases:

1ª) FASE DA ILUSÃO:
A PH filia-se num partido, cheia de sonhos e de ilusões e chega a uma posição de poder. O sonho passa por poder fazer algo que beneficie a Humanidade no seu todo ou, pelo menos, que possa melhorar as condições de vida de um segmento da população, abraçar ricos e pobres, diminuindo distâncias entre eles, desenvolver a região, modernizar a indústria, dinamizar o comércio, desenvolver novas tecnologias, de preferência aquelas que permitam ao município ou ao país entrar na corrida espacial com 1/100 dos custos e poder criar a primeira colónia em Titã, geminar o município com essa colónia e fomentar o comércio intergaláctico. No fundo, desenvolver uma onda imparável, uma espécie de utópica onda benfiquista, que nos leve directamente ao paraíso sem sair da Terra.

Nesta fase, a PH está de bem com todos, tem milhares, até mesmo centenas de ideias novas, altamente rentáveis, como é possível que ninguém se tenha lembrado disto antes? Todos dão palmadinhas nas costas, sorrisos abertos de confiança. Aqui apenas se vê a luz brilhante, ofuscante, no fim do túnel: é o futuro! Curiosamente, há uma outra situação em que isto também ocorre: quando morremos de forma traumática.

2ª) FASE DA DÚVIDA
Esta é a fase em que a PH começa a ter dúvidas porque está finalmente a perceber a razão de todos os sorrisos e as palmadinhas de mão aberta nas costas. Afinal, tratavam-se de pedintes - a mão aberta não era para dar palmadinhas, mas sim para receber alvíssaras; Os projectos e as ideias novas têm pequenos problemas que os tornam impraticáveis, como por exemplo, o sr. Alberto, que não pode ser importunado por um determinado assunto porque representa muitos votos, ou a menina Manuela porque se fosse obrigada a fazer algo ia logo mobilizar um movimento contrário aos interesses da PH. Repare-se na subtileza de colar os interesses à PH, interesses esses que, ainda há pouco tempo, na fase anterior, eram os interesses da Humanidade! Agora a PH tem que optar, tem que decidir sobre o que é melhor para alguém, ele já não sabe muito bem porque é que determinado grupo ou pessoa é importante, mas acredita na sua equipa de confiança, que o apoiou sempre na primeira fase e que, afinal, é a razão pela qual ele está ali. É assim... não era?

3ª) FASE DA DESILUSÃO
Como é que é possível isto ter chegado aqui? esta é a pergunta que a PH coloca a si próprio todos os dias, quando se levanta, antes de meter os pés dentro das pantufas. Começa a perceber que o ideal de ajudar o próximo e fomentar o desenvolvimento ou evolução não é próprio da política, antes pelo contrário, esta é um pântano lodoso que faz com que tudo e todos se afundem continuamente, mesmo que se afundem com um fato e gravata Armani, corte da moda, muito bem engomadinho. É agora que ele nota que a maior parte das acções, das medidas, das tarefas, das decisões já não estão sob a sua alçada, foram delegadas, ainda que seja ele, no fim, a dizer amen ou a assinar de cruz e a fazer grandes discursos sobre as virtudes, os benefícios e os beneméritos apoiantes de determinada política ou medida, com um foco especial nos beneméritos, porque afinal o importante não são as medidas, mas sim as pessoas! Foi por isso que a PH enveredou por este caminho, foi pelas pessoas. Mas fica sempre com a sensação que não eram estas as pessoas certas... enfim, deve ser do cansaço e da sensação irritante de estar a afundar no lodo.


4ª) FASE DO CONFORMISMO
É definitivo. A PH já não é honesta. Já não se sente honesta. O ar que respira parece-lhe fétido, engorda sem comer grande coisa, o cabelo branco substitui o outro do dia para a noite (ainda vive a breve ilusão do cabelo branco representar a honorabilidade dos anciãos). As pessoas com que se relaciona parecem escorregadias, ele próprio sente-se escorregadio e viscoso, principalmente porque foi nisso que se transformou. Já percebeu que foi enganado e que se deixou enganar. Também se apercebeu que é demasiado tarde para voltar para trás e então, ao invés de tentar sair do lodo, procura enterrar-se cada vez mais nele com a vergonha, na tentativa de que ninguém note o ser em que tornou.

5ª) FASE DA ACEITAÇÃO
Bom, aqui, é a fase em que se olha para trás e se diz: "Que se foda! A honestidade nem vale assim tanto, de certeza não vale tanto quanto o valor que eu recebo de reforma, as contas que tenho na Suiça e nas off-shores e os investimentos imobiliários na Quinta da Marinha ou no Vale do Lobo. De certeza que não vale os robalinhos frescos que me vieram aqui entregar ou a ajuda que eu posso dar à família, especialmente ao meu primo, taxista de profissão e que, pobre coitado, ainda seria moço de recados se não fosse eu. Depois há as viagens ao Brasil e que jeito dá esta dupla-nacionalidade! Ainda por cima, posso fazer o que eu quiser que hei-de ter sempre quem me defenda, ajude e oculte certos factos. Pudera!! Estamos todos no mesmo pântano! é tão fácil ocultar coisas por aqui..."

Claro que, nesta fase, "pântano" é o nome que se dá a uma praia tropical com um empregado particular a servir bebidas, marisco e a acender charutos cubanos.



E agora pergunto:
Será que vale a pena perder a honestidade para isto?
Gostaria de dizer "O juiz decide"... mas, aquele tipo deitado ali ao fundo, com a massagista é mesmo parecido com o juiz que absolveu a PH de alguns casos de corrupção, pedofilia, coacção, tráfico de influências, agressão e injúrias, por isso...
quem puder que decida por si próprio.

segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Inocente!

Acusaram-me de andar pelo norte do país a causar estragos.

Não tive nada a ver com isso, foi um primo.

quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Ponto de Equilíbrio

Em altura de balanço, será este o ponto de equilíbrio?

A incerteza do equilíbrio no fio da navalha

Disseste atípico, o momento,
Estranha-lo, não o conheces,
Ou apenas não o encontras no tempo.
A memória que procuras e o presente que esqueces
São âncoras à deriva no teu pensamento
Tanto te multiplicas como desvaneces.

Meio sorriso, meio lamento…
Que atípico este momento!

E os olhos humedeces…
Porque é típico das preces
Perderem-se no firmamento.

E os lábios ofereces
Ao beijo do esquecimento.
Uma só face, um só momento,
Mas dividida permaneces,
Será sorriso? Será tormento?

Que atípico momento!

domingo, 27 de Dezembro de 2009

Gelo@home

quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

And now for something completely different...



Desta o senhor Carlos Peixoto não se lembrou!

sábado, 19 de Dezembro de 2009

Espetada de Robalo à transmontana



já não havia pimentos...

Casar e o cozido com todos

De acordo com Carlos Peixoto "quem admite um casamento homossexual pode também vir a aceitar o casamento entre irmãos, primos directos ou pais e filhos".

No cozido com todos o senhor Carlos Peixoto esqueceu-se do casamento com animais, plantas e objectos inanimados... mas eu lembrei-me de colocar aqui uma fotografia:

quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Pelo menos fazem-nos rir III

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Duplas de sucesso

Depois de Laurel & Hardy...



Vara e GoRdinho


O R é para homenagear os belos dos robalinhos ;)

domingo, 13 de Dezembro de 2009

Quem quer deRobalo?

Pelo menos fazem-nos rir II

quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

Pelo menos fazem-nos rir





«Eu à pouco estava a perguntar de onde é que saiu este palhaço, aquele senhor,(...) eu nunca tinha visto um palhaço permanente numa comissão parlamentar (...) Acho que devem-no ter eleito exactamente para isso, para nos animar».

http://www.youtube.com/watch?v=lp0Fu3c22Cw

terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Divagação

"A história não é complicada, nem difícil de contar. É apenas mais uma onde a miséria e o instinto de sobrevivência conluiem para anular os escrúpulos de uma pessoa e anular a boa índole, tal como é socialmente definida, que ela não existiria se não existisse sociedade porque lhe retirávamos o objecto de acção e o adjectivo “boa” tornar-se-ia desnecessário."

Por vezes escrevo sem pensar e só depois fico a pensar no que escrevi.

Não deixa de ser curioso como a boa índole é um atributo atribuído ao indivíduo mas que fica descontextualizado fora do contexto da sociedade (entendida como um grupo de indivíduos). Não me parece que faça sentido caracterizar a índole se não numa perspectiva de relação com os outros, seja ela comparativa, agregadora ou disruptora. O mesmo parece acontecer com os outros atributos.

Generalizando, pode classificar-se um atributo de um indivíduo mas, para o caracterizar, para o adjectivar, é necessário que exista um termo de comparação abrangente e no caso do Ser Humano, o termo de comparação é a Humanidade ou a sociedade, para não utilizarmos a palavra Humanidade num assunto que não merece uma palavra de tamanha grandeza.

Uma comparação feita contra o universo global, diz-nos a estatística, terá um valor também ele global e uma comparação entre dois indivíduos pecará por ser redutora: o Horácio poderá ter melhor índole que o Firmino e, ainda assim, ser uma pessoa terrível, porque todas as pessoas restantes poderão ser melhores.

Esta obsessão de nos compararmos e a forma como o fazemos tem uma curiosidade - permite que sobressaiam os extremos, os positivos e os negativos, aqueles a quem apelidamos de génios ou facínoras, o pólo onde se encontram é, habitualmente, mais uma questão de perspectiva ou oportunidade do que outra coisa, mas esse é um outro assunto.

Curiosamente parece-me que o mesmo fenómeno tem um efeito perverso, porque se nos comparamos sempre à média estamos a coarctar a nossa capacidade de desenvolvimento e, por inerência, de toda a sociedade. Além disso, acontece que muitas vezes não suportamos esses mesmos génios, chegamos a destruí-los, por não conseguirmos enfrentar a nossa incompetência. A mediocridade é uma força poderosa porque tem o poder da média. A inteligência é fraca porque tem a fraqueza do pedestal. Ambos têm poder construtivo e destrutivo. Então porque é o poder destrutivo aquele que é utilizado sem parcimónia e só a espaços se constrói? Apenas porque requer menos esforço. Um "não" encerra mil palavras e um "porquê" levanta 5000 questões!

Não seria melhor compararmo-nos com quem percebemos ser melhor do que nós? Não faria mais sentido que, após identificar os génios, estabelecêssemos um novo padrão, acima do anterior, com os quais a comparação identificasse discrepâncias que teriam que ser trabalhadas para elevar o termo de comparação médio? Chama-se a isto crescimento sustentado.

Porque continuamos aos solavancos?

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Tempo

Tudo se pode definir com base no tempo mas nada serve para o definir. A física procura defini-lo utilizando o conceito de duração - o tempo é a duração verificada entre dois acontecimentos.
Antes e depois dos acontecimentos limites existe o nada. Não há tempo para pensar nisso...

Pela definição o tempo preenche mas a experiência diz-me que ele esgota.
A duração
que medeia duas batidas do coração
que separa uma lágrima de um sorriso
que divide a vida da morte
que defende a unidade do todo
que colapsa a unidade no todo

Por que esperas ó tempo, tu, que sempre foste o que virás a ser?

esperas que passe, não é?!
porque o tempo cura tudo... até a passagem do próprio tempo...

domingo, 22 de Novembro de 2009

Extinção!!

AAAAAARRRRGGGGHHH!!!!!

Diz a RTP que diz o National Geographic que os ruivos estão a acabar!

Que estamos fadados à extinção em 50 anos!!

A culpa é dos estúpidos dos genes (que não de genes estúpidos) que parece que só fazem ruivos quando encontram genes muito específicos (não é à toa que eu sou como sou hehehe).

"Os cabelos vermelhos são causados por uma mutação no gene MC1R. Também é um traço recessivo, que precisa que ambos os pais passem a versão mutante do gene MC1R para produzir uma criança ruiva. Por ser recessiva, não é raro essa característica pular uma geração, aparecendo após ter pulado uma ou mais gerações se ambos os pais, independentemente de sua cor de cabelo, foram portadores do gene dos cabelos vermelhos."

Isto seria uma péssima notícia porque os ruivos dão côr ao mundo :)

Um pouco de pesquisa na net e afinal este tipo de notícias é cíclica e não tem fundamento científico... enfim... agora perguntem como é que estas notícias passam no telejornal da RTP1?!

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Sopa da Pedra

Bom, vamos lá a ver... um restaurante vegetariano está para mim como a sopa de pedra está para o frade, isto é, estava tudo muito bom mas, o que fazia mesmo falta, era um bocadinho de toucinho para lhe dar gosto e talvez um bife ou um naco de tamboril para lhe dar consistência.

Como são muito ciosos da sua vegeterianisse não tive tal sorte. Aliás, até o "crumble da avó" que vinha escrito no menú tinha a palavra "vegan" escrita a vermelho bem na sua frente, não fosse por lá alguém pensar que havia uma avó de carne e osso lá dentro!


Acabei por não escolher nenhuma sobremesa mas nem por isso o jantar deixou de ser doce - por vezes o doce não está na sobremesa!!

A foto ficou desfocada. Por isso deixo também a "foto" da aniversariante.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Um Mickey para as Minis

sábado, 14 de Novembro de 2009

Há obras que deixam eco

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

And now for something completely different

-... ah e tal, sabes... é que eu sou judeu.
O meu número da porta é um 3 ao contrário

- um 3 ao contrário?!

- É

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Ultimamente pareço


um peixe fora de água....

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Identidade

Eu sou um pouco de vós.

Eu sou um pouco de voz,
um timbre de lamento,
um momento, em que uma nota se consumiu.
Sôo vivo noutro tempo,
nota composta em crescendo!...
Ou em surdina vou morrendo,
insinuação de algo que não se ouviu.

Eu sou um pouco de vós.

Sou um pouco de olhar,
fugaz ou insistente,
pungente e deliberado como uma lança.
Rasgo se olho em frente
e questiono, penetrante...
ou derreto o gelo num doce instante
e consome-se o olhar numa chama imensa.

Eu sou um pouco de vós.

Ora sou copo cheio de nada
ora um copo vazio de tudo,
consoante a face que enfrenta o espelho.
Umas vezes amarrado e mudo.
Outras, maior que o mundo!
Umas vezes cheio até ao fundo
Outras vazio e velho.

Eu sou um pouco de vós.
Mosaico físico,
filigrana espiritual.
Átomo por átomo, seremos iguais no final.
Por agora, apenas um pouco de vós.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Saramalho II

domingo, 25 de Outubro de 2009

Saramalho

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Coisas que me intrigam...









A trigonometria foi uma matéria que sempre me intrigou, enquanto estudante.

Por que razão haveria eu de querer saber que um ângulo tinha "x" graus? Ou saber que um ângulo recto tem 90º quando uma recta tem 180º e um triângulo isósceles tem dois lados iguais? Ainda para mais é mentira que um triângulo isósceles tenha que ter dois lados iguais.
Este, por exemplo, tem três lados diferentes e é isósceles!

Já quanto às rectas, vejam bem um dos postulados que tínhamos que saber: "Numa recta, bem como fora dela, existem vários pontos". Exclamação!! Deve ter sido o Marcelo Rebelo de Sousa a escrever isto...
A bem da verdade, devo dizer que há um tipo de ponto que não existe nas rectas - o ponto final.

A trigonometria devia ser dada na pré-primária! Aí sim, tinha interesse em pirâmides, em cubos e outras geometrias, todas muito bem empilhadas, umas em cima das outras... para deitar tudo abaixo depois com uma pancada faraónica.





Outra coisa de que nunca gostei foi resolver problemas que envolvessem fruta. "se juntar duas laranjas, um pêssego, uma banana, 10 cerejas, 20 uvas e uma ameixa, com quantas peças de fruta fica o menino?" - bem, a resposta varia se comer ou não as frutas, por isso não é importante. Depois vieram os ramos das inequações, sendo que uma inequação, apesar de nascer num ramo, não é uma fruta, caso contrário poderia pertencer ao problema acima enunciado. Entretanto fomos apresentados aos números negativos, que transformavam a fruta em fome. Mais tarde os números transformaram-se em letras e, por exemplo, b+a+n+a+n+a podia na realidade corresponder a vários cachos do dito fruto. Então vieram as séries e os limites. A única semelhança é que tal como as actuais, também as séries matemáticas parecem não ter limite e gastam-nos os neurónios até à exaustão.

E afinal, chegamos ao fim a pensar o mesmo que no início, ou seja, a matemática é mesmo uma grande salada de fruta.









Há para todos os gostos e feitios. Umas veneram anjos, outras destroem aviões contra edifícios, a algumas não lhes toca a vaca, a outras o porco, a todas o diabo. Umas apreciam figuras de lutadores de sumo com bolinhas no cabelo, outras preferem o top-model esguio em que a cruz é literal e, por uma vez, não é a anorexia, todas amam alguém, muitas odeiam alguns e o que todas desejam é ser adoradas.

De todas as religiões, aquela onde é destilada mais fé ou fé mais ardente chama-se Euromilhões. Tenho visto perfeitos agnósticos que, em face de um pequeno papel com alguns números, a sua bíblia resumida, que a completa só existe no Totoloto 5 semanas, rezam fervorosamente e esperam a chegada do messias, 6ª após 6ª, em frente à televisão, que já não está na moda descer a voar por entre um punhado de nuvens brancas e fofas!

Percebo a fé, afinal todos nós somos ignorantes desde o dia em que nascemos até ao dia em que morremos. Já as religiões não as compreendo. São meras organizações que canalizam a fé para um objectivo tão básico quanto oculto e que não é mais que o perpetuar de um status quo centenário, um poder invisível mas bem palpável, que é utilizado por diversas estruturas e grupos de poder, sendo por isso um poder concentrado e simultaneamente difuso.





Partidarismo é algo muito parecido com a máfia. A diferença encontra-se essencialmente na proporcionalidade directa entre o número de letras de cada palavra e o respectivo número de correligionários ou seja, no número de mafiosos que compõem cada organização.

Mais a sério, o partidarismo é um mal necessário, como quase todos os males e os bens, que são sempre necessários para uns e desejavelmente descartáveis para outros. Neste caso, são a única forma de garantir que um bando de inúteis se concentre a tempo integral numa luta por um poder que pode nunca chegar. Se não for inútil não perde o seu tempo a tentar subir a pulso pela estrutura de um partido, que isso de dar facadas nas costas, apoiar-se com os pés na cabeça de outros, vulgo espezinhar, e lamber botas e sabe-se lá que mais é chato, é amargo e às vezes provoca a sífilis.

No limite, não havendo partidos, como se formaria um Governo?

Imaginemos: um qualquer indivíduo avançaria e criaria uma lista de amigos, não necessariamente ligados por sangue, caso em que seria uma monarquia, mas seriam amigos próximos porque são aqueles em quem mais confiamos. Será que nesse grupo de amigos haveriam pessoas com valor suficientes para tal desafio?

Supondo que não acontecia assim, convidaria outros indivíduos influentes e aí... teríamos um partido.

Retomando o raciocínio, podemos ter outra alternativa: se se candidatassem a título individual e, só depois, todos eleitos na Assembleia, escolhessem os representantes de cada pasta e decidissem à posteriori as medidas a tomar... em quem votaríamos nós realmente? Que esperança poderíamos depositar numa única pessoa cuja autonomia, influência ou poder é uma incógnita até bem depois do nosso voto? E será que se a equipa incorporasse outras pessoas que nós não gostaríamos de ver à frente dos nossos destinos ´ficaríamos confortáveis? E será que faz sentido votar em pessoas ou em projectos?

É claro que existem respostas teoricamente correctas mas verdadeiramente impossíveis de aplicar e, por isso, sujeitamo-nos a um mal menor.

Habitualmente confundido com clientelismo, o partidarismo tem demonstrado frequentemente não ser assim, senão atente-se nos casos exemplares de Felgueiras, Oeiras, Gondomar, Marco de Canaveses, Funchal, Freeport, Mota-Engil, IPE - Participações Empresariais do Estado, Cascais, SLB, FCP e SCP, BPN, submarinos, Moderna, etc., etc..

O que me faz confusão no partidarismo é a sua base de apoio. Faz-me confusão que as pessoas olhem para um partido como algo que devem defender de forma acérrima, na maior parte das vezes nem sequer conhecem os seus fundamentos, a sua ideologia, mas estão sempre prontos para mais uma festa, mais uma confusão, mais um voto.

Quando à pergunta "vota em quem?" a resposta é "voto no partido x"... eu troco de assunto.












Para completar a trilogia dos idiotas juntemos o futebol à religião e ao partidarismo.

"O Benfica é o maior partido religioso do país. "

Acho que isto resume tudo.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Leite estragado

Acontece quando se abre um pacote de leite e se deixa aberto durante demasiado tempo.

Acontece quando o prazo de validade já passou.

Acontece no PSD.

É tempo de ir às compras.

sábado, 17 de Outubro de 2009

Cãota-me lá porquê...

Hoje vi um cão que se passeava a si próprio, com a trela na boca, sem sinais do dono por perto.

Fiquei a pensar no assunto.

Será o cão tão independente que pode sair sozinho à rua, leva a trela pois claro, levaria também a identificação para não correr o risco de ir parar ao canil, com a garantia que voltaria a casa finalizado o seu passeio?

Será tão ignorado em casa que até o momento do passeio o dono lhe nega? E assim vai sozinho, o cão, na sua passada de cão, cumprir com as suas necessidades, quiçá abrirá em casa o saco da ração ou as latas de carne para se alimentar, ou terá que meter os pratos na máquina em troca dos restos que sobejarem.

Será mais inteligente que o cão normal e, apercebendo-se que a coleira lhe provocava tropeções, decidiu-se por filá-la com os dentes antes de continuar o seu passeio?


Que cão será ele, afinal?
Não perguntei, não fosse por lá responder-me...

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

OBAMA, prémio nobel da paz

MAS ISTO É ALGUMA BRINCADEIRA?!

ESTÁ TUDO MALUCO?

MAS... NÃO É SUPOSTO O PRÉMIO NOBEL TER ALGUM SIGNIFICADO?!?!?!?