sexta-feira, 30 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Coisas que me intrigam...
A trigonometria foi uma matéria que sempre me intrigou, enquanto estudante.
Por que razão haveria eu de querer saber que um ângulo tinha "x" graus? Ou saber que um ângulo recto tem 90º quando uma recta tem 180º e um triângulo isósceles tem dois lados iguais? Ainda para mais é mentira que um triângulo isósceles tenha que ter dois lados iguais.
Já quanto às rectas, vejam bem um dos postulados que tínhamos que saber: "Numa recta, bem como fora dela, existem vários pontos". Exclamação!! Deve ter sido o Marcelo Rebelo de Sousa a escrever isto...
A bem da verdade, devo dizer que há um tipo de ponto que não existe nas rectas - o ponto final.
A trigonometria devia ser dada na pré-primária! Aí sim, tinha interesse em pirâmides, em cubos e outras geometrias, todas muito bem empilhadas, umas em cima das outras... para deitar tudo abaixo depois com uma pancada faraónica.
Outra coisa de que nunca gostei foi resolver problemas que envolvessem fruta. "se juntar duas laranjas, um pêssego, uma banana, 10 cerejas, 20 uvas e uma ameixa, com quantas peças de fruta fica o menino?" - bem, a resposta varia se comer ou não as frutas, por isso não é importante. Depois vieram os ramos das inequações, sendo que uma inequação, apesar de nascer num ramo, não é uma fruta, caso contrário poderia pertencer ao problema acima enunciado. Entretanto fomos apresentados aos números negativos, que transformavam a fruta em fome. Mais tarde os números transformaram-se em letras e, por exemplo, b+a+n+a+n+a podia na realidade corresponder a vários cachos do dito fruto. Então vieram as séries e os limites. A única semelhança é que tal como as actuais, também as séries matemáticas parecem não ter limite e gastam-nos os neurónios até à exaustão.
E afinal, chegamos ao fim a pensar o mesmo que no início, ou seja, a matemática é mesmo uma grande salada de fruta.

Há para todos os gostos e feitios. Umas veneram anjos, outras destroem aviões contra edifícios, a algumas não lhes toca a vaca, a outras o porco, a todas o diabo. Umas apreciam figuras de lutadores de sumo com bolinhas no cabelo, outras preferem o top-model esguio em que a cruz é literal e, por uma vez, não é a anorexia, todas amam alguém, muitas odeiam alguns e o que todas desejam é ser adoradas.
De todas as religiões, aquela onde é destilada mais fé ou fé mais ardente chama-se Euromilhões. Tenho visto perfeitos agnósticos que, em face de um pequeno papel com alguns números, a sua bíblia resumida, que a completa só existe no Totoloto 5 semanas, rezam fervorosamente e esperam a chegada do messias, 6ª após 6ª, em frente à televisão, que já não está na moda descer a voar por entre um punhado de nuvens brancas e fofas!
Percebo a fé, afinal todos nós somos ignorantes desde o dia em que nascemos até ao dia em que morremos. Já as religiões não as compreendo. São meras organizações que canalizam a fé para um objectivo tão básico quanto oculto e que não é mais que o perpetuar de um status quo centenário, um poder invisível mas bem palpável, que é utilizado por diversas estruturas e grupos de poder, sendo por isso um poder concentrado e simultaneamente difuso.

Partidarismo é algo muito parecido com a máfia. A diferença encontra-se essencialmente na proporcionalidade directa entre o número de letras de cada palavra e o respectivo número de correligionários ou seja, no número de mafiosos que compõem cada organização.
Mais a sério, o partidarismo é um mal necessário, como quase todos os males e os bens, que são sempre necessários para uns e desejavelmente descartáveis para outros. Neste caso, são a única forma de garantir que um bando de inúteis se concentre a tempo integral numa luta por um poder que pode nunca chegar. Se não for inútil não perde o seu tempo a tentar subir a pulso pela estrutura de um partido, que isso de dar facadas nas costas, apoiar-se com os pés na cabeça de outros, vulgo espezinhar, e lamber botas e sabe-se lá que mais é chato, é amargo e às vezes provoca a sífilis.
No limite, não havendo partidos, como se formaria um Governo?
Imaginemos: um qualquer indivíduo avançaria e criaria uma lista de amigos, não necessariamente ligados por sangue, caso em que seria uma monarquia, mas seriam amigos próximos porque são aqueles em quem mais confiamos. Será que nesse grupo de amigos haveriam pessoas com valor suficientes para tal desafio?
Supondo que não acontecia assim, convidaria outros indivíduos influentes e aí... teríamos um partido.
Retomando o raciocínio, podemos ter outra alternativa: se se candidatassem a título individual e, só depois, todos eleitos na Assembleia, escolhessem os representantes de cada pasta e decidissem à posteriori as medidas a tomar... em quem votaríamos nós realmente? Que esperança poderíamos depositar numa única pessoa cuja autonomia, influência ou poder é uma incógnita até bem depois do nosso voto? E será que se a equipa incorporasse outras pessoas que nós não gostaríamos de ver à frente dos nossos destinos ´ficaríamos confortáveis? E será que faz sentido votar em pessoas ou em projectos?
É claro que existem respostas teoricamente correctas mas verdadeiramente impossíveis de aplicar e, por isso, sujeitamo-nos a um mal menor.
Habitualmente confundido com clientelismo, o partidarismo tem demonstrado frequentemente não ser assim, senão atente-se nos casos exemplares de Felgueiras, Oeiras, Gondomar, Marco de Canaveses, Funchal, Freeport, Mota-Engil, IPE - Participações Empresariais do Estado, Cascais, SLB, FCP e SCP, BPN, submarinos, Moderna, etc., etc..
O que me faz confusão no partidarismo é a sua base de apoio. Faz-me confusão que as pessoas olhem para um partido como algo que devem defender de forma acérrima, na maior parte das vezes nem sequer conhecem os seus fundamentos, a sua ideologia, mas estão sempre prontos para mais uma festa, mais uma confusão, mais um voto.
Quando à pergunta "vota em quem?" a resposta é "voto no partido x"... eu troco de assunto.

Para completar a trilogia dos idiotas juntemos o futebol à religião e ao partidarismo.
"O Benfica é o maior partido religioso do país. "
Acho que isto resume tudo.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Leite estragado
sábado, 17 de outubro de 2009
Cãota-me lá porquê...
Hoje vi um cão que se passeava a si próprio, com a trela na boca, sem sinais do dono por perto.
Fiquei a pensar no assunto.
Será o cão tão independente que pode sair sozinho à rua, leva a trela pois claro, levaria também a identificação para não correr o risco de ir parar ao canil, com a garantia que voltaria a casa finalizado o seu passeio?
Será tão ignorado em casa que até o momento do passeio o dono lhe nega? E assim vai sozinho, o cão, na sua passada de cão, cumprir com as suas necessidades, quiçá abrirá em casa o saco da ração ou as latas de carne para se alimentar, ou terá que meter os pratos na máquina em troca dos restos que sobejarem.
Será mais inteligente que o cão normal e, apercebendo-se que a coleira lhe provocava tropeções, decidiu-se por filá-la com os dentes antes de continuar o seu passeio?

Que cão será ele, afinal?
Não perguntei, não fosse por lá responder-me...
Fiquei a pensar no assunto.
Será o cão tão independente que pode sair sozinho à rua, leva a trela pois claro, levaria também a identificação para não correr o risco de ir parar ao canil, com a garantia que voltaria a casa finalizado o seu passeio?
Será tão ignorado em casa que até o momento do passeio o dono lhe nega? E assim vai sozinho, o cão, na sua passada de cão, cumprir com as suas necessidades, quiçá abrirá em casa o saco da ração ou as latas de carne para se alimentar, ou terá que meter os pratos na máquina em troca dos restos que sobejarem.
Será mais inteligente que o cão normal e, apercebendo-se que a coleira lhe provocava tropeções, decidiu-se por filá-la com os dentes antes de continuar o seu passeio?
Que cão será ele, afinal?
Não perguntei, não fosse por lá responder-me...
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
OBAMA, prémio nobel da paz
MAS ISTO É ALGUMA BRINCADEIRA?!
ESTÁ TUDO MALUCO?
MAS... NÃO É SUPOSTO O PRÉMIO NOBEL TER ALGUM SIGNIFICADO?!?!?!?
ESTÁ TUDO MALUCO?
MAS... NÃO É SUPOSTO O PRÉMIO NOBEL TER ALGUM SIGNIFICADO?!?!?!?
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Think out of the box
Abraham Maslow - "If you only have a hammer, you tend to see every problem as a nail."
Podia ter sido o G.Bush a dizê-lo, com conhecimento de causa.
Podia ter sido o G.Bush a dizê-lo, com conhecimento de causa.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Sombras
A sombra segue-nos, imita-nos, pisa-nos os passos e os pés. Mantém-se preguiçosa atrás de nós, ou passa-nos à frente e adivinha os nossos movimentos. Por mais que tentemos, não lhe conseguimos fugir nem ver a expressão.
Também ela não vê a nossa e por isso, até pode duvidar que tenhamos uma, como duvidamos nós que a tenha a sombra e, duvidando ambos, mantemo-nos de costas voltadas.
A sombra é mais uma dimensão de cada um de nós, uma dimensão onde não conseguimos guardar nada conscientemente, de onde não conseguimos extrair nada, é o buraco negro da nossa existência.Ela guarda tudo aquilo que nós rejeitamos, tudo aquilo que queremos ver pelas costas e, talvez por isso, não lhe consigamos ver a expressão, nem ela a nós e vivamos de costas voltadas.
domingo, 4 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
De pernas para o ar
Rappel

O céu, chama viva e ardente.
A terra, amálgama de chapa fria.
Não quero nenhum e agarro a ilusão de um rappel feito de nenhures para lado algum, repousando num corpo em equilíbrio periclitante, atravessando esses desertos de temperaturas extremas, guiado por uma luz distante que encandeia e mascara o fim.
Não fora assim a luz e a vida não seria uma viagem, que ninguém pisaria trilho de pedra ou mato sabendo que em algum ponto seria certo ver o fim.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Conversas de esplanada II
Descobri agora que o espiritismo e a astrologia são como um jogo de monopólio. "Tu és gémeos e agora vais para a casa nove, o Alexandre é escorpião e vai para a sete. Aliás,nós as três vamos todas para a nove, o que é bom"; "tu estás quase lá, já sabes que tens que andar ainda não o fizeste mas pelo menos já sabes que tens que ir"; "ela diz que não acredita nestas coisas mas anda metida em exorcismos, que nisso já acredita"; "ele está tramado porque vai para a casa x"; "não acredito como há alguém que pense que não está destinado a..." "a entidade disse-me que estava na altura de agir"
huummm....
pequenas considerações completamente irrelevantes:
- parece-me que a casa nove está sobrelotada. Só por cauda da mesa do lado tem que ser, no mínimo um T3, se mais alguém se lembra de lá ir parar ou é obrigado a lá ir parar... se calhar tem que dormir no chão ou no sofá; por outro lado, grande pândega que vai acontecer na casa nove!!
- pelos vistos neste monopólio existe a casa do exorcista... no que eu conheço existia era a prisão, deve ser mais ou menos a mesma coisa
- a entidade deve ser o banco, ou então o jogador do lado, farto de esperar que lancem os dados.
- o escorpião é um signo mal-amado, tadinho
- como é que se ganha neste jogo? É quem tiver o maior rebanho de capricórnios? O maior número de virgens no céu? A maior manada de Touros? um aquário maior que o Oceanário?
Psicólogos deste país ataquem as esplanadas! Há trabalho por aqui para uma vida inteira, contando com o tempo de possessão e tudo!
huummm....
pequenas considerações completamente irrelevantes:
- parece-me que a casa nove está sobrelotada. Só por cauda da mesa do lado tem que ser, no mínimo um T3, se mais alguém se lembra de lá ir parar ou é obrigado a lá ir parar... se calhar tem que dormir no chão ou no sofá; por outro lado, grande pândega que vai acontecer na casa nove!!
- pelos vistos neste monopólio existe a casa do exorcista... no que eu conheço existia era a prisão, deve ser mais ou menos a mesma coisa
- a entidade deve ser o banco, ou então o jogador do lado, farto de esperar que lancem os dados.
- o escorpião é um signo mal-amado, tadinho
- como é que se ganha neste jogo? É quem tiver o maior rebanho de capricórnios? O maior número de virgens no céu? A maior manada de Touros? um aquário maior que o Oceanário?
Psicólogos deste país ataquem as esplanadas! Há trabalho por aqui para uma vida inteira, contando com o tempo de possessão e tudo!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
PSD! PSD! PSD!
Ouvia o noticiário da SIC, hoje até estava a ouvir com atenção o bloco noticioso político por causa da demissão do assessor do presidente da República e, eis que passa a peça sobre a campanha do PSD.
A falta de conteúdo era a normal. Aliás, era o normal independentemente do partido, dado que a política, em Portugal pelo menos, faz-se de truques e traques (intrigas, parvoíces, estultices e seguidismos partidários) com a habitual complacência, diria mesmo conivência, das televisões.
Apesar do habitual vazio, estava a seguir com um interesse masoquista a peça do PSD e lá andavam todos nas ruas, bandeiras em punho a distribuir abraços que ninguém quer beijinhos da Manela, o jornalista ia descrevendo o que se tinha passado até que muda a agulha da observação e refere um pequeno incidente que se passou com um condutor mais enervado por não conseguir passar com a viatura pelo meio do maralhal que acompanhava a líder social-democrata. Na reportagem vê-se o senhor de meia-idade, fora da viatura mas já a voltar para dentro da mesma, visivelmente perturbado com o incómodo que estava a sofrer e o jornalista ia dizendo, por cima da peça, que os ânimos se exaltaram e que quase chegaram a vias de facto o condutor e um ou mais indivíduos indeterminados. Enquanto o condutor se dirigia para a viatura começou-se a ouvir a mole a gritar PSD! PSD! PSD! como se dessa forma conseguissem expulsar o "provocador" à força de tanto berro ou, pelo menos, intimidá-lo ou demonstrar-lhe que ele era apenas um pacóvio que se estava a meter com um maralhal de gente e que se não se pusesse a andar dali para fora (como se ele pudesse) ainda tinha que defender alguns punhos com os dentes. Fiquei com a ideia de que a mole humana ficou indignada de se ver confrontada por um caga-tacos que não partilhava da sua ideologia e que por isso, não tinha direito à sua individualidade, à sua opinião.
Lembrei-me ainda do caso em que a estrela principal foi o dirigente socialista Francisco Assis quando foi a Felgueiras, na altura da "Fatinha dos sacos azuis que fugiu para o Brasil, voltou e ninguém lhe consegue tocar" e que, para além do susto, ainda sofreu uns encontrões e umas palmadinhas nas costas, de camaradagem certamente, dado que eram todos do mesmo partido...
Enfim, voltando à actualidade, nada de grave terá acontecido, muito menos o PSD ou a Manela tem alguma culpa do sucedido, de certeza não foi planeado porque é mais do que sabido que da Manela não se conseguem nem planos, nem medidas, nem decisões, nem nada e apenas escrevo este post porque não consigo deixar de sorrir ao rever mentalmente a cena em que dezenas de pessoas começam a apupar uma pessoa ao som de PSD! PSD! PSD!
A falta de conteúdo era a normal. Aliás, era o normal independentemente do partido, dado que a política, em Portugal pelo menos, faz-se de truques e traques (intrigas, parvoíces, estultices e seguidismos partidários) com a habitual complacência, diria mesmo conivência, das televisões.
Apesar do habitual vazio, estava a seguir com um interesse masoquista a peça do PSD e lá andavam todos nas ruas, bandeiras em punho a distribuir abraços que ninguém quer beijinhos da Manela, o jornalista ia descrevendo o que se tinha passado até que muda a agulha da observação e refere um pequeno incidente que se passou com um condutor mais enervado por não conseguir passar com a viatura pelo meio do maralhal que acompanhava a líder social-democrata. Na reportagem vê-se o senhor de meia-idade, fora da viatura mas já a voltar para dentro da mesma, visivelmente perturbado com o incómodo que estava a sofrer e o jornalista ia dizendo, por cima da peça, que os ânimos se exaltaram e que quase chegaram a vias de facto o condutor e um ou mais indivíduos indeterminados. Enquanto o condutor se dirigia para a viatura começou-se a ouvir a mole a gritar PSD! PSD! PSD! como se dessa forma conseguissem expulsar o "provocador" à força de tanto berro ou, pelo menos, intimidá-lo ou demonstrar-lhe que ele era apenas um pacóvio que se estava a meter com um maralhal de gente e que se não se pusesse a andar dali para fora (como se ele pudesse) ainda tinha que defender alguns punhos com os dentes. Fiquei com a ideia de que a mole humana ficou indignada de se ver confrontada por um caga-tacos que não partilhava da sua ideologia e que por isso, não tinha direito à sua individualidade, à sua opinião.
Lembrei-me ainda do caso em que a estrela principal foi o dirigente socialista Francisco Assis quando foi a Felgueiras, na altura da "Fatinha dos sacos azuis que fugiu para o Brasil, voltou e ninguém lhe consegue tocar" e que, para além do susto, ainda sofreu uns encontrões e umas palmadinhas nas costas, de camaradagem certamente, dado que eram todos do mesmo partido...
Enfim, voltando à actualidade, nada de grave terá acontecido, muito menos o PSD ou a Manela tem alguma culpa do sucedido, de certeza não foi planeado porque é mais do que sabido que da Manela não se conseguem nem planos, nem medidas, nem decisões, nem nada e apenas escrevo este post porque não consigo deixar de sorrir ao rever mentalmente a cena em que dezenas de pessoas começam a apupar uma pessoa ao som de PSD! PSD! PSD!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Hoje a passarola não voava
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Asfixia Democrática
"A Madeira é um exemplo de uma boa governação PSD", diz a Manuela Ferreira Leite.
A sério, ela disse isto!
Vá lá... eu compreendo, custa a acreditar... mas é verdade. Ela disse-o!
E depois afirma que ao contrário da Madeira, no continente existe uma asfixia democrática, que a sente ela própria e que o dizem os empresários e a sociedade civil.
Portanto, a Madeira é o paraíso democrático na terra e o continente o inferno anti-democrático.
Onde chega a demagogia? Há um único personagem que, todos os anos, para não dizer em todas as intervenções, se revela prepotente, autoritarista, intocável, antidemocrático e mal-educado. O seu nome é Jardim, Alberto João Jardim. A sua postura é inaceitável para qualquer português que tenha dois neurónios na cabeça e cujo estômago rejeite comida estragada e deveria bastar esta afirmação para fazer com que a Manela tivesse menos votos por aqui que o Partido da Terra, se é que este ainda concorre.
Mais do que asfixia democrática, esta Manela tem é asfixia intelectual.
A sério, ela disse isto!
Vá lá... eu compreendo, custa a acreditar... mas é verdade. Ela disse-o!
E depois afirma que ao contrário da Madeira, no continente existe uma asfixia democrática, que a sente ela própria e que o dizem os empresários e a sociedade civil.
Portanto, a Madeira é o paraíso democrático na terra e o continente o inferno anti-democrático.
Onde chega a demagogia? Há um único personagem que, todos os anos, para não dizer em todas as intervenções, se revela prepotente, autoritarista, intocável, antidemocrático e mal-educado. O seu nome é Jardim, Alberto João Jardim. A sua postura é inaceitável para qualquer português que tenha dois neurónios na cabeça e cujo estômago rejeite comida estragada e deveria bastar esta afirmação para fazer com que a Manela tivesse menos votos por aqui que o Partido da Terra, se é que este ainda concorre.
Mais do que asfixia democrática, esta Manela tem é asfixia intelectual.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Sim Chefe!
Mesmo que tenham juntado os chefes com os chefs o número não deixa de ser impressionante!
no iol, por isso, não desliguem o sentido crítico: (em 2009/08/20)
"Há 345 mil chefes a trabalhar no sector privado.A crise até parece que passa ao lado dos altos cargos nas empresas. Numa altura em que Portugal tem mais de meio milhão de desempregados, o Instituto Nacional de Estatística revela que há 345 mil pessoas com cargos de direcção e chefias em empresas privadas, mais 15% do que em 2008, adianta o jornal «i».
Nas empresas com dez ou mais empregados, a tendência de aumento do número de chefes dura há quatro trimestres, uma subida de 40% para um total de mais de 90 mil chefes.
No universo das pequenas empresas (com menos de dez empregados) o número de dirigentes rondará os 252 mil, uma subida homóloga de 8%."
Conhecem a anedota dos remadores seguramente... pois quer-me parecer que começámos a substituir remadores.
no iol, por isso, não desliguem o sentido crítico: (em 2009/08/20)
"Há 345 mil chefes a trabalhar no sector privado.A crise até parece que passa ao lado dos altos cargos nas empresas. Numa altura em que Portugal tem mais de meio milhão de desempregados, o Instituto Nacional de Estatística revela que há 345 mil pessoas com cargos de direcção e chefias em empresas privadas, mais 15% do que em 2008, adianta o jornal «i».
Nas empresas com dez ou mais empregados, a tendência de aumento do número de chefes dura há quatro trimestres, uma subida de 40% para um total de mais de 90 mil chefes.
No universo das pequenas empresas (com menos de dez empregados) o número de dirigentes rondará os 252 mil, uma subida homóloga de 8%."
Conhecem a anedota dos remadores seguramente... pois quer-me parecer que começámos a substituir remadores.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O Problema, a Solução e o Intermediário
Às vezes as pessoas apenas precisam de desabafar. Não precisam de mais ajuda. Apenas de desabafar. Não esperam que tenhamos uma ideia luminosa, uma verdade absoluta, uma saída airosa ou uma solução definitiva. Precisam... de desabafar. É uma forma de sair de um ciclo vicioso. É uma oportunidade para falar alto e, quando as coisas são ditas em voz alta perdem o dramatismo, assumem significados diferentes ou perdem significados auto-impostos por raciocínios circulares. Frequentemente, a vocalização é libertadora per si.
Às vezes precisam de ajuda.
Quem ouve tem uma de duas atitudes:
- ouve, aceita e faz questões sem opinar
- ouve, rebate, diz que não é assim, não será antes assado...
Comecei a escrever pensando ser a segunda opção a "melhor": se o problema é o ciclo vicioso vamos sair dele, vamos encontrar a área mais frágil do ciclo e quebrá-lo. Acabei a pensar que a "melhor" será a primeira opção. Que direito temos nós de presumir perceber o que vai na cabeça de outrém? E ainda por cima, opinar sobre isso? E assumir que os factos que nos estão a ser passados são os factos "de facto" ou estão já filtrados pelas emoções, por desejos e por receios?
Curiosamente, na vida real, que eu tenho uma pequena tendência para racionalizar, acabo sempre por começar na primeira opção e, sem dar por isso, acabar na segunda.
Agora, cuidado!
Que não seja a vontade de ajudar tanta, que se acabe por piorar a situação porque nem tudo é o que parece. Além do mais, estou convencido que a decisão tem que ser desenvolvida internamente ou não será aplicada. Pode orientar-se alguém num determinado sentido mas a conclusão não pode ser dada. Tem que ser construída pela própria pessoa. Só assim existirá um compromisso que ligará o problema à solução.
Isto a propósito de quê, perguntará quem lê. A propósito de duas conversas a que assisti numa esplanada (sim há pessoas que vão para esplanadas falar de problemas pessoais), com diferentes intervenientes, sobre um problema comum: a separação; num caso consumada, noutro uma opção para uma relação ou melhor, para o seu fim, que o fim é sempre uma opção de qualquer relação.
Chamemos Gertrudes à pessoa com problemas e Leopoldina a quem procurava ajudar. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência e, a acontecer, é uma coincidência monumental esta, a de juntar numa mesma mesa, duas mulheres com nomes tão incomuns.
Em ambos os casos a decisão era "evidente" para quem estava no papel de ouvinte (mas pouco), a Leopoldina portanto, e, por isso, avançava qual buldozzer racional a desbravar mato tenrinho e rasteiro: "deves fazer isto", "se fosse eu, fazia logo aquilo"; e era ver a miséria aumentar na cara da Gertrudes.
Lá deixei de ler Saramago e fiquei a ouvir o resto da conversa, logo ali percebendo que a solução que lhe estava a ser oferecida não era a solução que ela precisava. A Gertrudes não precisava que a ajudassem a escolher entre uma solução que não queria e uma solução que não era possível. Precisava que a ajudassem a definir (que não a escolher) uma terceira solução (quem sabe, pode ser uma solução marginalmente diferente das anteriores) e que lhe instilasse alguma confiança de que existe essa outra solução para ser descoberta.
O que me perturbou em ambas as cenas foi a voracidade com que alguém julga em causa alheia. Que fundamentos justificam que uma solução seja melhor que outra para que a aconselhemos? A nossa experiência pessoal, que é diferente da de qualquer outra pessoa? A lógica racional, o que raio é isso numa relação? O que julgamos saber da prática social? A intuição?! Afinal, também quem ajuda tem que perceber que, finda a conversa, uma pessoa sai dali como se nada fosse e a outra, sabe-se lá como.
Por isso a Leopoldina, que estava a tentar ajudar, na realidade não estava a ajudar. Estava, isso sim, a apertar o ciclo.
Enfim, julgo que o melhor que podemos fazer é ouvir e deixar algumas questões que possam fazer o outro pensar e olhar por uma outra perspectiva, para que seja a Gertrudes a encontrar a sua saída, que será sua porque foi encontrada por ela e, por isso mesmo, terá melhores probabilidades de resultar.
E se for preciso voltar à carga pois muito bem, voltemos a ela, que isto de chamar viciosos aos ciclos tem a sua razão de ser.
Ah! Já agora, na mesa do fundo por favor, que é para eu conseguir acabar de ler o Memorial do Convento!
Às vezes precisam de ajuda.
Quem ouve tem uma de duas atitudes:
- ouve, aceita e faz questões sem opinar
- ouve, rebate, diz que não é assim, não será antes assado...
Comecei a escrever pensando ser a segunda opção a "melhor": se o problema é o ciclo vicioso vamos sair dele, vamos encontrar a área mais frágil do ciclo e quebrá-lo. Acabei a pensar que a "melhor" será a primeira opção. Que direito temos nós de presumir perceber o que vai na cabeça de outrém? E ainda por cima, opinar sobre isso? E assumir que os factos que nos estão a ser passados são os factos "de facto" ou estão já filtrados pelas emoções, por desejos e por receios?
Curiosamente, na vida real, que eu tenho uma pequena tendência para racionalizar, acabo sempre por começar na primeira opção e, sem dar por isso, acabar na segunda.
Agora, cuidado!
Que não seja a vontade de ajudar tanta, que se acabe por piorar a situação porque nem tudo é o que parece. Além do mais, estou convencido que a decisão tem que ser desenvolvida internamente ou não será aplicada. Pode orientar-se alguém num determinado sentido mas a conclusão não pode ser dada. Tem que ser construída pela própria pessoa. Só assim existirá um compromisso que ligará o problema à solução.
Isto a propósito de quê, perguntará quem lê. A propósito de duas conversas a que assisti numa esplanada (sim há pessoas que vão para esplanadas falar de problemas pessoais), com diferentes intervenientes, sobre um problema comum: a separação; num caso consumada, noutro uma opção para uma relação ou melhor, para o seu fim, que o fim é sempre uma opção de qualquer relação.
Chamemos Gertrudes à pessoa com problemas e Leopoldina a quem procurava ajudar. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência e, a acontecer, é uma coincidência monumental esta, a de juntar numa mesma mesa, duas mulheres com nomes tão incomuns.
Em ambos os casos a decisão era "evidente" para quem estava no papel de ouvinte (mas pouco), a Leopoldina portanto, e, por isso, avançava qual buldozzer racional a desbravar mato tenrinho e rasteiro: "deves fazer isto", "se fosse eu, fazia logo aquilo"; e era ver a miséria aumentar na cara da Gertrudes.
Lá deixei de ler Saramago e fiquei a ouvir o resto da conversa, logo ali percebendo que a solução que lhe estava a ser oferecida não era a solução que ela precisava. A Gertrudes não precisava que a ajudassem a escolher entre uma solução que não queria e uma solução que não era possível. Precisava que a ajudassem a definir (que não a escolher) uma terceira solução (quem sabe, pode ser uma solução marginalmente diferente das anteriores) e que lhe instilasse alguma confiança de que existe essa outra solução para ser descoberta.
O que me perturbou em ambas as cenas foi a voracidade com que alguém julga em causa alheia. Que fundamentos justificam que uma solução seja melhor que outra para que a aconselhemos? A nossa experiência pessoal, que é diferente da de qualquer outra pessoa? A lógica racional, o que raio é isso numa relação? O que julgamos saber da prática social? A intuição?! Afinal, também quem ajuda tem que perceber que, finda a conversa, uma pessoa sai dali como se nada fosse e a outra, sabe-se lá como.
Por isso a Leopoldina, que estava a tentar ajudar, na realidade não estava a ajudar. Estava, isso sim, a apertar o ciclo.
Enfim, julgo que o melhor que podemos fazer é ouvir e deixar algumas questões que possam fazer o outro pensar e olhar por uma outra perspectiva, para que seja a Gertrudes a encontrar a sua saída, que será sua porque foi encontrada por ela e, por isso mesmo, terá melhores probabilidades de resultar.
E se for preciso voltar à carga pois muito bem, voltemos a ela, que isto de chamar viciosos aos ciclos tem a sua razão de ser.
Ah! Já agora, na mesa do fundo por favor, que é para eu conseguir acabar de ler o Memorial do Convento!
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