domingo, 27 de fevereiro de 2011

Evento Sushial IV

Este ano, estou de volta ao sushi e a pagar promessas. A antepenúltima foi paga no sábado passado, com o meu "grupo de Coimbra". De Coimbra acabam por ser apenas duas pessoas, mas o grupo da pós-graduação, versão reduzida, acabou por se manter em contacto muito por culpa de uns almoços extraordinários que acontecem anualmente lá para os lados conimbricenses e, por isso, o nome parece-me bem apropriado.


Desta feita tratou-se de um almoço, o que comprimiu ainda mais o tempo de preparação.

Não fora a minha irmã e o sushi seria apenas sashimi...



E por falar em sashimi, o deste almoço estava fabuloso. Parecia ainda mais fresco do que é costume. É por isso que compro sempre o peixe no UMAI. Não quero cá surpresas como já me aconteceu quando comprei peixe no Continente...

Desta vez a apresentação também ficou mais "crua" por falta de tempo. Ainda assim, os meus convivas ainda deram uma ajuda na decoração, como se pode ver em baixo.






Bom, mas com a habitual hora e meia de atraso tudo correu bem e até deu para alguns renitentes experimentarem e gostarem de sushi (ou pelo menos assim o disseram no final). Pelo menos do de chouriço :)


E o de alheira!!!!!



E o próximo está quase a chegar!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Velhos são os trapos

Um ano mais velho ó boneco de trapos!
Velhos são os trapos! -diz o boneco
Eu visto papel não visto farrapos
debruados a burel. Eu escrevo fiapos
de tinta na pele, papel não são trapos!

E não me sabem a fel as letras nem o marco
que me tatuam na pele. Tingem-me o palato
com a côr do mel quando caem do prato.
Sopa de letras escrita em papel seco
letras sempre novas que velhos são os trapos!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dedos








Conta-me os passos

conta-me os dedos

no caminho das sombras



Conta-me dos dedos

que para mim apontam

no caminho das sombras



Faz de conta

que a luz que me trespassa não conta

E aponta para a luz que em mim fica

e desponta



Não contes as sombras

conta-me os dedos



Conta-me dos dedos

meus que para ti apontam

da luz dos meus passos

esmagados pela sombra.



Conta-me os passos

e no teu zero trocar-se-ão dedos

enclavinhados em luz.



Calam-se os passos

na sombra muda

e abraçam-se os dedos.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A dança da Mudança

Há tempos escrevi um post sobre as fases da vida de um político (alguém que se dedique à política como ocupação). O objectivo foi fazer um comentário acintoso à pouca vergonha que grassa no nosso meio político, onde boa parte dos protagonistas são corruptos, incompetentes, ladrões e vigaristas. Mesmo alguns que acabam por não ser condenados o são de forma indiscutível. Apenas não são condenados por falta de "prova material" (mesmo que ela exista e seja desconsiderada), por erro processual ou por compadrio.

Bom, nessa altura comentaram o post dizendo que pareciam as fases de uma paixoneta, de alguém que estava apaixonado pela política e se tinha desiludido. Pois bem, acertou na 'mouche'. A minha desilusão é motivada por ter vivido a política de uma forma muito chegada, se bem que como observador. E enquanto mero observador pude manter a equidistância necessária para não me comprometer com nenhum partido, ainda que não possa dizer o mesmo relativamente a ideologias, se bem que também aqui não sou um absolutista. Diria mesmo que cada vez menos a ideologia é a centelha diferenciadora de partidos políticos mas sim a diferenciadora entre partidos e os políticos. Os de antigamente, claro, não os contemporâneos.

A aproximação à política permitiu-me então perceber do que se trata realmente "fazer política". Existe por aí a visão romântica da política, disseminada principalmente pelo cidadão comum, que nunca testemunhou as curvas das entranhas dos processos políticos e que continua a acreditar ingenuamente que a política e os políticos são os agentes legítimos da mudança, aqueles que devem (!) melhorar as condições do país que dirigem e, consequentemente, das pessoas que votam neles. É falso. A função do político é manter o seu partido no poder e alimentar os elementos mais proeminentes desse partido, aqueles que o poderão puxar ao longo da pirâmide. A função dos líderes do partido é manter a ilusão de que, obtido o poder, este vai ser retalhado em pedaços suficientes para todos chafurdarem numa orgia continuada. A função do político no poder - leia-se governo, é gerir os interesses dos elementos mais proeminentes do seu partido e fazer a ponte com os seus homónimos dos restantes partidos garantindo que todos são alimentados de alguma forma. Aliás, se a palavra "partido" não é clara o suficiente, pensem bem no seu significado!

Naturalmente que é preciso dar alguma coisa a quem se encontra fora das elites para que a estrutura da sociedade se mantenha. É a única forma testada e provada de manter a estrutura e hierarquia social sem grandes mudanças, pelo menos em sociedades ocidentais, que a China nesse aspecto tem uma experiência diferente, não se sabe até quando, eu aposto que até ao momento em que a classe média cresça em número suficiente para que não concorde com elites absolutistas e com repartição desigual de rendimentos. Nesse momento a burguesia revoltar-se-á decisivamente, contará com o apoio das classe oprimidas e o sangue lavará a história.

Voltando um pouco atrás, eu não cheguei a ser um desses românticos porque me inoculei muito cedo. Mas continuo a gostar da política de uma forma romântica, como se estivesse apaixonado por uma impossibilidade, por uma Vénus de Milo que, mesmo que tenha existido, já não existe. E, por isso, custa-me a aceitar que a política de hoje não tenha nada a ver com a política que eu amo, porque essa está impregnada de ideologia e de valores que não encontram espaço nem eco na actualidade. Há quem diga que os políticos são um espelho da nossa sociedade mas, não obstante o fundo de verdade que alicerça essa afirmação, eu acho que eles têm que ser muito mais. Têm que ser os nossos líderes, os nossos mentores, têm que ser os melhores de nós, e para serem os melhores têm que se sacrificar em prol da comunidade e não pedir o sacrifício dos outros para si próprio. É uma visão católica-cristã? Provavelmente. Mas é assim que eu entendo a função da política na sua forma mais pura, naquela que daria razão de ser a uma coisa que se chama democracia mas que na realidade nunca o foi, porque para ser efectiva a democracia tem que nos permitir escolher entre o bom e o mau e essa escolha tem estado arredada das nossas opções. Actualmente parece-me que podemos escolher entre o lobo mau e o lobo pior e, ainda por cima, olhamos para o lado, e continuamos a ver lobos de todas as formas e feitios e com diferentes graus de malevolência. Eu, pelo menos, não vejo nenhum capuchinho e angustia-me olhar para todos os partidos e saber qual seria a minha escolha para primeiro ministro (não vai a votos desta feita mas vai lá chegar), sabendo de antemão que é uma escolha em desespero, que na melhor das hipóteses vai trazer tanto de mau como de bom, - está a prová-lo todos os dias no seu cargo actual.

A dança da mudança é necessária mas não vejo como é que uma mudança pode trazer algo de realmente bom, se trocando o par não trocamos também a música.

Recrutamento da Marinha

OFERTA DE EMPREGO:
Se tens menos de 40 anos de idade, és dentista, sabes nadar e não tens horror a morrer afogado junta-te a nós!
-- Comandante do Submarino Tridente

A dívida por lixo


O jornal "Expresso" traz esta semana uma notícia hilariante assinada pela jornalista Catarina Nunes sobre os produtos chineses à venda em Portugal.

Como será do vosso conhecimento, os produtos vendidos em Portugal deverão ter rótulos e instruções em Português. Para evitar a publicidade negativa que já tiveram no passado quando empurravam para cá qualquer porcaria descrita com os hieróglifos chineses, algumas empresas desse país começaram a traduzir alguns dos rótulos e textos explicativos para português. Só que, aparentemente, os chineses descobriram o google translator e toca de fazer traduções ad-hoc. Como se já não bastasse o trabalho infantil, a quasi-escravatura, as deploráveis condições de trabalho e a execrável qualidade dos produtos, temos também agora uma tradução arbitrária dos textos chineses para português em boa parte dos seus produtos. Os restantes ainda continuam por traduzir.


Recomendo que leiam a notícia do Expresso para uma boa gargalhada mas deixo aqui os exemplos nela destacados (estes são textos que aparecem nas embalagens ou nas instruções):





LANTERNA - "Leia as instruções no contrário e tenha um va! Luz de flash de mão tremor"

RALO DE LAVA LOIÇA E DISPERSOR DE ÁGUA - "Bateria de cozinha. Afunde Coadores. A cozinha tem as séries"

ABRAÇADEIRAS DE PLÁSTICO - "Esfaqueamento"

ALICATE FURADOR - "Não usa esta chave de parafuso com cano ou tocar chave de parafuso para influência"

DETECTOR DE CORRENTE - "Ligar o gancho com chassi ou com qualquer terra"

LANTERNA COM SUPORTE - "Multifuncional de Branco levou a cabeça leve"


A propósito... ocorreu-me agora que, após a segunda paragem, talvez as peças do submarino tridente também sejam de origem chinesa!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Portugalidade - A Língua

Estou convencido que a língua é o maior património de uma cultura. É a sua pedra basilar na medida em que é o veículo de comunicação que torna possível a interacção e o registo - a interacção cria a norma cultural, o registo eterniza-a e ambos a disseminam. Reparem que não falo de povos aqui porque a língua pode extravasar o conceito de povo e em certos momentos de expansão é certo que o fará, mas também podem existir povos com diferentes culturas no seu seio, umas vezes mais concordantes que outras - é o caso de Espanha.
É deveras interessante notar que a cultura americana, ainda que muito próxima da britânica, se é que se pode falar em cultura britânica, porque também ela é uma amálgama de culturas da qual saiu dominante a inglesa ainda que não em regime de exclusividade, seguiu o seu próprio caminho e é hoje, em muitas formas, distinta do original. Seguramente que essa mudança cultural foi possível pela evolução paralela do idioma, afastando-se paulatinamente do berço consoante novas vivências e novas influências se foram acumulando, muito notavelmente a influência africana.
A cultura não é alterada pela língua mas é através dela que evolui e se estabelece. Porque a língua é dinâmica, também a cultura evolui ao longo do traço escrito e flui nas malhas sonoras adaptando-se aos novos tempos sem perder de vista a sua caixinha de perfumes, as suas essências preciosas que impedem que sejamos espelhos uns dos outros. Uma cultura torna-se moribunda quando deixa de ter veículo de comunicação. E não há língua que se mantenha viva sem uma cultura que a suporte.

Por isso, se emocionalmente me custa olhar para o novo acordo ortográfico com bons olhos ou para a introdução de termos como "bué" no dicionário, racionalmente acho que o acordo ortográfico é apenas o reflexo desta evolução cultural e o resultado natural de uma miscigenação por nós iniciada há muitos séculos atrás e que agora nos ultrapassou em pujança e em dimensão. Quem nos manda a nós, anões, parir gigantes?

Resta-nos aproveitar esta onda e procurar fazer dela algo que perpetue a nossa língua e a nossa cultura.

Ainda assim continuarei a escrever português arcaico - sempre me dá um ar mais intelectual :).


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Portugalidade - Sonoridade

Há dias conheci uma alemã do mais alemão que há. É loura, tem olhos azuis e mastiga as palavras portuguesas com um inconfundível marchar que torna as palavras instrumentos, despindo-as de ambiguidades, de segundos sentidos, da sua imprevisibilidade latina. Surpreendentemente não as fez perder a sua musicalidade, apenas cobriu os timbres torrados pelo sol e salgados pelo mar com uma secção de metais que embrulhou as palavras numa organização metódica de orquestra.

É admirável como um idioma ganha uma vida tão própria quando vive para lá da sua origem!



No Brasil ganhou a doçura da cana de açúcar, a xico-espertice da cachaça e o som de um choro que é feliz porque sabe que tudo vai acabar bem. Onde o português continental é fado e tragédia, o português do Brasil é samba e bossa nova.

Já em Cabo Verde, o português reduziu-se como um molho que apenas retém as melhores substâncias. Ficou mais terno porque adicionou à nossa tristeza inexplicável e ao nosso saudosismo de tempos que nunca chegámos a viver um tempero de doçura resignada de quem olha em volta e se sente frágil e só, perdido à deriva no Atlântico.

Em Angola, o português manteve a sua aspereza original e ganhou uma nova truculência ao som dos batuques subsarianos e das especiarias, culminando num cozinhado que tem tanto de sensual como de explosão furiosa.

Pior ficou o português falado em França. Não se conseguiu adaptar às curvas e contra-curvas da sonoridade francófona nem à panache que lhe é tão característica e acabou por se afogar numa caldeirada onde não se distinguem os diferentes tipos de peixe porque sabem todos ao mesmo.

Mas, ao ouvir uma alemã a falar português, a língua transforma-se de forma mais radical. Parece que o idioma cresceu, atingiu a maturidade e encontrou um caminho para sair da floresta, da praia, da paisagem selvagem e bucólica onde sempre habitou, para atingir finalmente a sofisticação europeia que sempre renegámos mas que invejamos com igual fervor. Soa-nos estranho de início esse som mas, tal como na ópera, a educação é rápida e fatal; e o ouvido português parece estar preparado para aceitar qualquer som e adoptá-lo como seu.

Para quem está habituado a estar no extremo oposto, o de falar vários idiomas com a sonoridade portuguesa não deixa de ser uma experiência interessante virar o bico ao prego e ouvir a nossa pátria pela boca dos outros.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Por motivos profissionais não tenho gelado por aqui com muita frequência mas, após me ter esquecido um pouco do mundo e deixado de ver noticiários ou ler jornais decidi recuperar um pouco o caminho da realidade e uau... o mundo continua virado do avesso.

Os pedófilos já não são pedófilos, o Jesus já não é santo, crianças do 1º ciclo estreiam-se em manifestações, o Egipto está em convulsão, o Presidente eleito, minutos após a sua re-eleição, parecia um capo da máfia mas em tons mais suaves, o FMI ainda não conseguiu bilhete para a Portela, Berlusconi gosta delas mais novas, onde anda o Obama esse grande prémio nobel da paz, o novo brinquedo da Marinha avariou pouco depois de entrar na água, o Iva já aumentou, um bombista suicida rebentou com 30 e tal pessoas na Rússia, Sócrates continua no poder, Portugal continua em crise e ninguém sabe como sair dela, os ricos continuam ricos e os pobres continuam pobres.

Acho que vou passar mais umas semanas a ver a sic radical às 20H00...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Erros

Um erro nunca é individual. Em última análise podemos sempre culpar a herança genética!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

As eleições BPN

O grande tema das eleições presidenciais já está escolhido e chama-se BPN. Há falta de melhor e há falta de real interesse numas eleições que não servem para nada a não ser gastar o dinheiro dos contribuintes e em que o vencedor já está anunciado, utiliza-se o BPN como uma bomba que vai saltando de mão em mão enquanto todos esperam que o rastilho não acabe nas suas próprias mãos.

O que eu acho curioso é que esta bomba só está carregada porque Cavaco Silva a carregou. E carregou-a quando, no seu direito, fugiu repetidamente às questões colocadas pelos seus opositores, especialmente Manuel Alegre, sobre o destino dado às suas acções. Essa recusa leva-nos a pensar, não é?

Ora vejamos, sabemos que o BPN é uma embrulhada de todo o tamanho e que serviu para efectuar e encobrir vários crimes financeiros. Sabemos que Cavaco Silva foi accionista desse banco, ainda que através da SLN, o que vai dar ao mesmo. Sabemos que vendeu as acções (à SLN?) e que ganhou muito dinheiro com isso. Sabemos também que há vários amigos e membros do governo de Cavaco Silva metidos na embrulhada. Sabemos também que a nacionalização do BPN foi outra embrulhada, desconhecendo-se os motivos reais que levaram a essa medida extrema mas, quiçá, misturando todas as embrulhadas cheguemos à conclusão que os implicados são os mesmos. Esperemos que a Justiça consiga clarificar esta situação e que o único detido queira e consiga falar.

Entretanto, Cavaco Silva recusa-se a clarificar a situação. O que me parece é que se não tivesse o rabo preso, Cavaco Silva estaria à vontade para clarificar publicamente o que aconteceu. Não o fazendo dá a entender que tem algo a esconder e se tem algo a esconder relacionado com ganhos ilícitos ou actos de corrupção ou conhecimento de actos dessa estirpe então não tem perfil para ser Presidente da República.

Ou Cavaco está a agir assim por que é sado-masoquista ou então está a confiar que a Justiça não funcione e que mais uma vez a montanha legal venha a parir um rato, côxo, raquítico e impotente. Infelizmente, deve ser mesmo isso que vai acontecer.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Turquia amordaçada

A liberdade de Imprensa na Turquia passou a estar em risco com a entrada em vigor de uma nova lei que prevê multas significativas para os autores de notícias que "não sejam politicamente equilibradas", ofendam a "dignidade humana" e o "interesse público ou a ordem moral". Como é evidente, quem vai tomar a decisão sobre se uma notícia é de "interesse público" é, adivinhem... o Governo.

Lembra-vos alguém? Talvez vos recorde um certo lápis azul...

Outros países há em que surgem notícias e escândalos sobre tentativas de controlo de meios de comunicação, como é o caso de Portugal e especialmente a Itália do Sr. Berlusconi. No entanto, nunca um país europeu moderno legislou de tal forma contra a liberdade de imprensa e este é o primeiro passo para o totalitarismo e a ditadura.

É esta a Turquia que nós queremos agregar à Europa?!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Bom Natal a todos

Numa época em que o Natal continua a ser um dia diferente, quanto mais não seja porque apenas se trabalha de manhã, desejo um Bom Natal a todos vós.

Filosofia e o autómato bissubstancialista de Descartes

Encontrei excertos de um caderno do secundário e, no meio das suas páginas, um teste de filosofia do 11ºL, onde eu era o número 9. A nota final foi um 17, num teste onde tenho três pontos de interrogação na segunda parte de uma das perguntas... enfim... coisas do antigamente. A maior curiosidade foi reler o teste e não ter a mínima ideia de ter passado por ali, ter escrito aquilo, ou pensado naquilo que escrevi. De facto, nessa altura de boa memória, e digo-o literalmente, bastava empinar a matéria na manhã antes do teste e sacar uma boa nota. Sem esforço mas, por exemplo, repetindo três vezes a mesma ideia numa pergunta, com palavras diferentes, provavelmente porque não teria nada mais a dizer :)

Voltando ao teste, foi a época de Descartes, do "penso, logo existo" e de um Deus perfeito que nos criara imperfeitos. Passo a citar: "O cógito é o primeiro princípio verdadeiro, claro e distinto que Descarte descobre através da evidência racional, depois de ter colocado tudo em dúvida, pois se ele duvidada e não podia duvidar que duvidava, então, a dúvida era uma forma de pensamento e, se pensava, tinha obrigatoriamente que ser alguma coisa".

Cheguei a utilizar a palavra "bissubstancialista" no texto! E troquei a palavra autómato por autónomo !!!!

Deus me livre!, eu que duvido de Deus e Ele de mim duvida e como duvidamos ambos, ambos existiremos, segundo Descartes, resta saber quem duvidou primeiro para criar o outro.

É muito triste perceber agora que a filosofia é uma grande trampa se não tivermos um professor que nos ensine a pensar ao invés de nos ensinar a vomitar matéria.


domingo, 19 de dezembro de 2010

A crise

Parece que vivemos o tempo do fim do tempo.
Contem as últimas areias da ampulheta e os últimos grãos de açúcar!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Eis o meu Everest


para escalar durante muito tempo...


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Estar não é existir

Sou disperso e incompleto,
Insatisfeito,
Imperfeito,
Sem direito de escolha
Nem hábito de ser escolhido.
Sou negro na escuridão
E sou iridiscente na luz,
Invisível quando presente,
Sempre igual mesmo que diferente.
A opinião é um grito no vácuo;
A vontade, uma utopia abafada.
Sou um móvel na sala
Ou uma prateleira na garagem.
No mar sou um pingo de água,
Na pedreira uma frágua,
Na ventania uma aragem.
No deserto grão de areia,
Numa cómoda, uma meia
No aeroporto a bagagem.
Corro, luto e sofro em silêncio.
Sopro breve e quente no verão,
Arrepio de frio no inverno.
Sim, sou eu.
Mas não me vês
Nem notas em mim.
Eu sou a rotina do dia-a-dia.
Sou aquele que está sempre sem que o vejas
E que nunca é notado nem apreciado
Porque é um valor adquirido
E não trás mistérios consigo.
E eu não tenho mistérios comigo.
Eu apenas estou.
Sempre.

Elegia aos Líderes de Portugal ou Carta de Desamor àquilo em que nos tornámos

Nascemos no cimo do monte e descemos aos trambolhões, empurrando o fundo do quadrado com o nosso peso, esmagando muçulmanos e castelhanos com as nossas barrigas rotundas. Chegados ao mar inventámos um rectângulo só para nós, mas não era suficiente, precisávamos de formas mais modernas, mais abstractas. Acabámos por desenhar o mundo juntando continentes num abraço circular de circumnavegação, apenas para desbaratar tudo e regressar em debandada à origem e se não voltámos ao quadrado foi mera coincidência, que quadrados nos mantemos ainda hoje, a viver dentro do rectângulo a que resolvemos chamar Portugal.

Por existirmos e por sermos quem somos, quero agradecer às grandes figuras da nossa nação que continuaram a cultivar a portugalidade!

Obrigado D. Sebastião por teres desaparecido sem apelo nem agravo, dando início à orfandade de que ainda hoje padecemos. Denotaste visão, daquelas que moldam as grandes nações, ao criar uma escola em que a irresponsabilidade é a maior virtude.

Obrigado Salazar, por nos mostrares as virtudes da liberdade. Não há como ficarmos sem algo para lhe sentirmos a falta e tu educaste-nos pela via do exemplo, iluminando os nossos espíritos pela dor e pelo medo.

Obrigado Cavaco, o rei do alcatrão. Nunca tanto dinheiro de outros foi por nós derretido em alcatrão e em formação. O país ficou mais perto mas nem por isso mais esperto. Pelo menos o bolo-rei do teu reinado foi vintage.

Obrigado Guterres por teres chamado os boys pelos nomes... (todos sabemos porque não os chamaste pelos números) ainda que tenha sido quando os nomeaste para o teu desgovernado governo. O teu legado evidenciou a indecisão à portuguesa, que nos consome a todos. No teu caso estender-se-ia, seguramente, até à escolha entre rezar um pai-nosso ou uma avé-maria.

Obrigado Santana e Durão, por personificarem a política de terra-queimada onde a fuga é uma estratégia legítima, seja fuga em frente, para os lados, para dentro ou para fora, mas sempre sem olhar para trás. Como há que olhar sempre em frente e, é sabido, todos temos a memória curta, a incompetência e a imbecilidade vão-se perpetuando ciclicamente – afinal somos todos iguais, se bem que uns mais inimputáveis que outros!

Obrigado Sócrates, ó nosso rei Leónidas, por apregoares a estabilidade e a confiança no futuro enquanto nos despenhamos no precipício financeiro, como as manadas de outrora, acossadas e encurraladas pelos caçadores, se suicidavam cegamente. A palavra cicuta diz-te alguma coisa?



Obrigado Zé, meu bom e dócil Povinho português por parires e tolerares os teus abortos genéticos. Talvez seja a altura, porém, de baixares essa mãozinha e bateres antes uma punheta.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Piada comercial

Qual é a coisa que mais excita um vendedor?

- um budgetesão!


nota: budget = orçamento disponível para investir em qualquer coisa

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

FEITIÇO

Mais uma das power ballads do tempo da guitarra :)

No refrão, cantemos todos juntos!

Não sei se o sabes...

Ou mesmo se o queres...


:)



sábado, 20 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Amarás como Ícaro?

Tens no gesto a candura

Das arestas de uma esfera.

E no movimento a frescura

De pétalas viçosas, de Primavera.

A inocência da tua expressão

Qual manhã ensolarada

Embala-me o coração

Em alegria renovada.

O dom da sedução

Embebido em teus poros

Inebria-me a razão

Revela-me novos tesouros.

E a metamorfose que despoletas

Em mim, todos os dias,

Faz renascer as borboletas

Que em meu corpo escondias...

E partem livres e errantes

Sem direcção definida...

Serão cúmplices? Amantes?

Ou tão-somente juventude irreflectida?

Como pairam e esvoaçam!

Ó Icarus, que inveja!

Mas também elas se esgarçam,

Rasgam o pulso que agora lateja.

Cairá o sangue, galopante,

Como tu, Ícaro, sem remissão,

Numa pira chamejante

A pique, directo ao chão.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

Há duas maneiras de ler um livro. Ou deixamos que o livro nos conduza, o autor ao volante, a definir as curvas, a aceleração e tempos de travagem enquanto nós ficamos sentados no lugar do passageiro e, se o autor for demasiado possessivo, resta-nos ficar no banco de trás, encaixados nas formas ergonómicas da cadeira do bebé, ou conduzimos nós o livro e ao folhear as suas páginas seguramos no volante enquanto o autor nos vai guiando do lugar do co-piloto - curva à esquerda, curva fechada, lomba ou ponte a 100 metros -, mas temos nós a ilusão de dirigir e escolher, de imaginar o autor, as suas personagens e intenções.

Eu gosto dos livros onde sou eu o condutor e o autor é o co-piloto. Gosto dos livros que me fazem pensar mas não apontam uma solução evidente que se possa comprar no quiosque da esquina – por favor dê-me um maço de cigarros, o correio da manhã e a solução aí à direita, essa que está ao lado das pastilhas de mentol, ai já não tem dessas, então dê-me antes a que está por baixo, até é mais barata, sempre poupo algum dinheiro... Gosto dos livros que não acabam, que não impõem um fim apenas para que possamos ter paz de espírito... afinal a realidade que vivemos não se coaduna com fins urdidos em filigrana resplandecente.

Gosto de chegar cansado ao fim de um livro. Nunca entediado! Apenas cansado porque o livro me agarrou de tal forma que fui forçado a despender toda a minha energia para o afastar e fechar as páginas entre a capa e contra-capa, esmagá-las debaixo de uma pilha de outros livros que ainda hoje se agitam quando chego perto deles, porque a história que contavam não acabou e mais do que ficar eu desassossegado por essa ausência de um ponto final parecem estar eles, os livros, irrequietos, a suplicar-me um fim, que lhes escrevinhe as últimas páginas que costumam ficam desnudadas e, se não chegar o espaço, que lhes use as margens até que a palavra os complete e, completos, possam finalmente repousar em paz, enfileirados numa prateleira ombro a ombro com irmãos, primos e filhos bastardos.

Ao pedir-me a defesa de um livro que me tenha marcado estão-me a pedir que defenda a marca que esse livro me deixou e o Ensaio sobre a Cegueira foi um ferro em brasa que me cegou e que me obrigou a tactear as emoções página a página, capítulo a capítulo, até à palavra derradeira, até ao último sobressalto.

sábado, 6 de novembro de 2010

Ficar

Hoje o sol chegou e partiu
e a noite partiu e chegou.
Ficou o cheiro a terra
Ficou na terra o cheiro
de quem chega e parte,
de quem parte e chega,
e de quem partido fica
ao ver o mundo partir
e o sorriso que o aquece
arrefece-o a seguir,
numa constrição gelada
que aguarda nova chegada,
que na morte, o florir
é beleza que desabrocha
e a centelha de hoje
amanhã será tocha
novamente, até se extinguir.

Ficou o cheiro a terra
Ficou na terra o cheiro
de quem partiu e chorou
de quem voltou e sorriu
os passos de quem passou
a saudade de quem viu.

Todos partem.
Todos chegam.
Fica a terra.
Fica o cheiro.
Ficam sós.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

locus

Cada vez mais me convenço que o locus interno que se defende nas organizações como uma coisa positiva, uma atitude de construção, compreensão e aprendizagem, não é mais do que uma medida de controlo implementado pelas pessoas que têm locus externo... os fdps que fazem a vida negra aos outros.

domingo, 24 de outubro de 2010

Criatividade

Criatividade é a fusão de dois conceitos pela ordem inversa: Actividade e Criação.
Gosto de pensar nela como a actividade de criar, mas não me fico por aqui. Dito assim, a criatividade parece algo maquinal, visceralmente ligado à execução quando, na realidade, não é nada disso. A criatividade surge da necessidade e do prazer da descoberta, característica que retemos da nossa infância, onde tudo era novo. A criatividade nasce da paixão que aplicamos na junção de elementos, nasce do amor com que cozinhamos e transformamos esses elementos para criar algo que seja único, na medida em que está imbuído de sentimentos nossos, de contextos próprios, específicos, dificilmente replicáveis.

É por isso que uma pintura de Picasso é uma obra de arte especial e valiosa e uma cópia exacta da mesma obra não passa disso mesmo - de uma cópia, coxa de contexto, despida de sentimentos, caricatura das emoções que lhe deram luz. E se imitar pode ser uma arte por direito próprio, nunca será mais que uma amostra da verdadeira fragrância que emana de um original.

Neste contexto, criar não é apenas o acto de construir algo mas sim o de construir algo de novo, algo de diferente. É também um acto de amor, na medida em que criar implica amar e construir pode ser apenas um movimento mecânico. Pode construir-se algo e repetir essa criação as vezes que forem necessárias, mas a criatividade inerente a essa obra esgotou-se no momento em que foi originada. O depois resume-se à partilha, à divulgação à democratização e exploração dessa ideia ou obra primordial.

É por essa razão que um quadro branco com uns rabiscos (lembrei-me do Miró, vá lá saber-se porquê...) pode ser algo criativo. Não apenas porque é novo e diferente, mas porque tem um contexto que tem relevância para o autor e para os "consumidores" de arte. Eles reconhecem-lhe a individualidade e descobrem ou partilham as emoções. Da mesma forma uma ave de plasticina, meio deformadita e com o bico desproporcional, manufacturada pelos dedos pequeninos de uma criança, representa a aplicação da sua criatividade - é a expressão dessa criança do seu conceito de ave, de acordo com a sua capacidade, a sua percepção e a habilidade com a plasticina. Tu poderias fazer melhor? Seguramente que sim se, para ti, melhor for uma ave mais próxima do ser vivo real, ou algo diferente mais próximo do teu conceito de ave.

Ainda não há muito tempo participei num workshop de desenho e nesse workshop o formador dizia que desenhar não é necessariamente copiar com exactidão. A sua opinião era distinta - desenhar é interpretar a realidade de acordo com a nossa perspectiva. E estou a falar de desenho à vista!

A análise da criatividade tem um paralelo na forma como se analisa uma obra de arte, talvez porque as obras de arte não sejam mais do que expressões de criatividade, um mero subconjunto que só é relevante porque a arte é relevante para nós, humanos, mais do que outros formas de expressão criativa. Mas, dizia eu, existe um paralelo e esse paralelo traça-se no plano da emoção que determinada obra gera ou não a alguém. Nem sequer tem que ser a mesma emoção que levou à sua criação, mas uma emoção é uma emoção e é gerada por cada ser humano de forma diferente e também por isso, o mesmo estímulo pode produzir resultados diferentes em diferentes pessoas.

Por vezes surge alguém no nosso caminho que nos diz sermos muito criativos porque temos imaginação. Outros há que nos chamam idiotas, mas adiante... centremo-nos nos primeiros. Somos imaginativos porque sonhamos e no sonho não há regras. Mas a criatividade socorre-se da imaginação e ultrapassa-a na medida em que concretiza aquilo que a imaginação idealiza. É, mais uma vez, a concretização de uma ideia inovadora numa realidade qualquer, ainda que possa ser abstracta. É a definição de leis para essa imaginação, a criação de uma ligação espaço-temporal que a identifica, que a caracteriza, que a torna "palpável" por um dos nossos sentidos.

A humanidade avança, redescobre-se e redesenha-se por causa desta criatividade.
Imaginamos um destino, criamos um caminho e construímos um meio para lá chegar.
E se o destino estiver viciado, como o indicam os Homens da ciência e os Homens da religião, ainda assim, a realidade é como um livro de aventuras em que no final de um capítulo nos é dado a escolher o capítulo subsequente, sendo que as opções são aquelas que a nossa imaginação nos sugere em dada altura e para as quais encontraremos uma forma criativa de palmilhar o hiato que as separam da realidade.
Até ao fim?
Quem sabe, para lá dele...


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A tangibilidade das palavras

A palavra é a expressão do pensamento. É a redução da emoção a um protocolo que permite guardá-la e partilhá-la. É o tradutor natural que ultrapassa a barreira do nosso corpo, a forma quase concreta de reduzir a abstracção absoluta dos impulsos que percorrem o nosso interior e convertê-la em algo supra-cutâneo, talvez mais inteligível.
A palavra cresce quando dita em voz alta, compromete quando escrita, agiganta-se quando cantada, é incomensurável quando chorada.
Libertamos e agarramos palavras e elas agarram-nos a nós, como açúcar e suor, como pólos magnéticos que se atraem irreversivelmente... e peça a peça vão completando a nossa roupagem, a camada exterior que nos apresenta ao mundo.
Cautelosamente juntamos as peças e construímos a nossa realidade. Transformamos algo intangível em algo substantivo, algo que sente por nós e algo que extravasa o que nós sentimos.
Tanto podem ser a voz que embala como a pedra que fere.
Por isso se diz que as palavras magoam.
Por isso sabemos que as palavras despertam e deleitam.
Assim as sentimos.
Assim as criamos.
Extrapolar
1. Tirar uma conclusão com base em dados reduzidos ou limitados.
2. Exceder os limites do bom senso.

Extrapular
1. Tirar uma conclusão sem base absolutamente nenhuma
2. "leap of faith"

:)

domingo, 17 de outubro de 2010

"Mandar tudo para o espaço"




Estou a imaginar uma nave espacial em direcção ao sol... a sair da atmosfera... vultos olham para baixo pelas pequenas janelas redondas, para o planeta terra, cada vez mais distante, cada vez maior para aqueles que até agora a julgavam pequena como eles próprios. Olham pela janela com um misto de surpresa, melancolia e resignação, por saberem que o seu destino é o sol e que não há retorno possível. Decoram os contornos dos continentes, observam as massas nebulosas, um pequeno furacão sobre o pacífico... o azul intenso do planeta... a nostalgia de ser este o último olhar sobre o planeta que os viu nascer e ao qual não poderão regressar...
e diz o Passos Coelho: olha agora o que me apetecia era ouvir Adagio for Strings. Olha... isso era porreiro pá, mas eu preferia ouvir o Air de Bach responde o Sócrates, parece-me mais apropriado pelo facto de estarmos a voar tão alto... Epá, mas vocês não se entendem nem aqui, pergunta Cavaco, enquanto o Alegre resmunga se fosse comigo isto não seria assim... Gera-se o silêncio e de repente ouve-se um bip bip, bip bip... Ah, possas, diz o Portas, não desliguei o reminder do telemóvel para não me esquecer de ir à feira do bulhão...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Encher Chouriços

Cada vez mais os jornais online têm que cuspir alguma notícia cá para fora para não perderem quota de mercado. Por isso, nota-se que que há notícias que são claramente para "encher chouriços". Isso é mais evidente quando não há espírito crítico daquilo que se escreve e apenas se copia o trecho de informação enviado pela Reuters, pela Lusa e outras que tais.

"«Salanoia durrelli» é o nome da nova espécie de mamíferos encontrada a viver nas zonas húmidas que rodeiam o lago Alaotra, no centro da ilha africana. O pequeno animal castanho pesa menos de um quilo, é carnívoro e é, segundo a organização não governamental Consevation International, é uma das espécies mais ameaçadas do mundo."
in tvi24 online

Então descobre-se um novo mamífero e já é um dos mamíferos mais ameaçados do mundo? Será que nasceu com uma etiqueta a dizer "hug me" ou qualquer outro tipo de indicador de extinção eminente?

Ainda agora se descobriu e já se sabe quantos indivíduos existem dessa espécie? Se estão a decrescer ou a crescer em número e qual o seu nível de adaptação ao meio?

É a treta do IOL mas haja paciência! E algum sentido crítico, já agora.

Evento Sushial III - take 2

Afinal ainda existiam mais duas fotos por publicar!

Aqui se vê o resultado final da tenda de rábano:


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Evento Sushial III

Mais uma tarde de trabalho intenso, mais uma shusizada, mais ajudantes, mais vinho, mais mais. Menos fotografias. Desta feita, não havia fotógrafos profissionais e havia muita fome, por isso também não há fotografias estilizadas. De qualquer modo, fica o testemunho:



Infelizmente, ninguém fotografou a versão final... tanto trabalho, tanta imaginação e dedicação e (quase) tudo se perdeu... até dá pena enviar isto para o lixo mas... cést la vie.


Não tem nada a ver com a ventania que nos fustiga. É decamarão. Quer dizer, é decoração. A rolha de Lambrusco ao fundo começou cheia de gás mas acabou assim, deitadita... tadinha.


A fome era tanta que até se começou a perder a visão. Foi uma experiência muito próxima da quase-morte, de tal forma que até se viu a luz branca no final do túnel.




Sushi em círculos, sushi em fileiras, sushi selvagem. Deste, até os que não gostam de sushi (ou assim o dizem) comeram. O man-of-the-match foi o sushi de morango, marmelada e queijo philadelphia. Especialmente quando regado com molho natural de frutos silvestres.


Neste jogo de damas também se comiam as peças.

Obrigado por mais uma tarde e noite bem passadas. Um abraço especial aos ajudantes de sushiman. A destreza foi tanta que até deu para eu ficar apenas a ver e a polvilhar no fim com mais um bocadinho de sementes de sésamo hehehe.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Com que então macacos?!

No youtube, coloquei a expressão ali tennant no campo de pesquisa, pressionei no "procurar" e...

deparo com este erro!
Sentido de humor à la geek :)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

The symphony of the void



To sing infinity
Is to cherish the open space
To lift off the ground and dwell in the air
like the notes of an angelsong
Is to escape from our earthly body and throw ourselves in the distance,
loosing gravity, loosing mass, loosing corporeity.
Is to grow and merge
embracing the whole world
with our thoughts.

To sing infinity
is to fill the void with our voice and our words.
Is to become one with the void
to be it and let it be us
and together live until the end of times.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Roma - na peugada de Mercúrio


Os meus pés também voaram por aqui...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Pé-ante-pé



Pé-ante-pé
penteaste-me os sonhos com dedos de lã
no ocaso do dia.
Iluminaste o fim como despertaste a manhã
em que o meu sonho vivia.

Pé-ante-pé
embalaste o sonho em fios de algodão
enquanto se extinguia a luz que lhe dava energia.
Velaste por mim enquanto os teus passos seguia,
pé-ante-pé.

Escondam os garrafões e os barris



Se é para a porrada... os espanhóis têm a Guardia, nós temos a Guarda e os irlandeses a Garda.

Os brasileiros têm o "mi aguarde".

Enfim... é universal!

Can you give me a hand?

Dublin sun



Through the eyes of a Dubliner the sun comes late in the day.

Dublin lines



There is a fine line that separates incoming from outgoing footseps. In that line our lives take stride and nurture balance.

Evento Sushial take 2

Mais de um ano depois o evento repete-se. Alguns actores novos e a saudade dos que não estiveram presentes desta vez, temperaram mais uma sushizada, condimentada ainda com frango para os infiéis, colaborando num jantar policromático de sabores intrincados e aromas sinestésicos. Dito assim, até parece que passou por aqui o Jamie Oliver, mas não é o caso. :)

Desta feita chez moi, mas com a ajuda habitual da Krisspi como se pode depreender da decoração um pouco mais aprimorada e já com o maldito frigorífico a funcionar a todo o vapor (ou deveria dizer gás?) iniciei os trabalhos deitando fora todos os ingredientes cujo prazo de validade estava comprometido, afinal há mais de um ano que não me dedicava a estas andanças. Foi por isso um desafio um pouco maior - recuperar da memória tudo o que é preciso para não ter surpresas desagradáveis de última hora - mas que culminou em sucesso, como podem observar nas fotografias em baixo. Pena que desta vez o fotógrafo profissional não trouxe a sua máquina fotográfica que transforma o sushi mais banal numa obra prima. Teremos que nos contentar com o telemóvel...

-----Stepping Stones





----- Next departure scheduled for 8:30. Please acquire your ticket on the railstation ticket booth. Travelling without a valid ticket is prohibited. The offender may incur on a penalty fee of 10.000 sushi rolls.






Diversity is the key for evolution. Evolution is key for diversity




We are prisioners in the island. Surrounded by air rather than water, milky white space rather than black vacuum. Impenetrable and unreachable we cannot be defeated and still... we already lost when we become islands inside.






-----The study of perspective



-----Flying Saucer - Invasion is imminent




-----Scrutiny - Act of looking deeper

When you look deep inside you're bound to find obscurity


-----Images of the Industrial Age




Some worms develop venomous juices that disorient or right out kill anything that tries to make a meal out of it. Some human beeings are worm wannabes. The ones in the picture are neither really... just plain wasabi worms.



-----Strawberry delight




Próximo evento - 2 de Outubro!

domingo, 12 de setembro de 2010

We will be with you in a moment...

http://www.tvi24.iol.pt/portal-iol/telefone-acredite-reino-unido-tvi24/1191046-5281.html

Pois a mim não me deram nada quando estive à espera que as Finanças me atendessem...

Estes ingleses são muito avançados...

Obama - "não foi uma religião que atacou a América no dia 11 de Setembro"

in Público

É uma frase poderosa mas não concordo totalmente com ela.

A não ser que se refira à distinção entre seita e religião e considere que os "terroristas" pertençam a uma seita. Nesse caso, trata-se de uma operação de semântica para apaziguar o mundo islâmico, o que é de louvar num homem da sua posição, mesmo que não seja exacto. Por outro lado estará a continuar a procurar isolar as facções islâmicas radicais das outras, e marginalizando-as, possibilitar que as facções moderadas possam emergir como forças sociais capazes de mudar o Médio Oriente para níveis civilizacionais ocidentais.

O que faz uma religião ou uma seita são os seus seguidores e não a legitimação da crença por uma qualquer autoridade. E, naturalmente, uma seita ou religião pode perpretar actos terroristas (políticos). Aliás, têm-no feito ao longo da História e não me refiro unicamente ao Islão.

Um acto terrorista é um acto político, não um acto religioso. Mas, dada certas circunstâncias, pode utilizar a religião como arma e é o que tem vindo a acontecer no Médio Oriente. A cúpula dirigente dos países islâmicos aproveita-se do facto de a maior parte da população ainda viver na Idade Média e controla-os através da religião, tal como a Igreja e as monarquias fizeram na Idade Média Europeia.

Por isso, se é um acto terrorista porque foi orquestrado por uma cúpula culta e consciente do impacto político e económico que iria causar, também é um acto religioso, na medida em que o foi para os executantes, toldados pela intifada que lhes foi imposta e vendida.

Para eles, apenas a religião interessa. Os jogos de poder são secundários.

Gostava mais de ter ouvido que o incidente não se tratou de um acto da igreja islâmica contra os Estados Unidos mas sim de uma seita formada por um conjunto de criminosos que distorce a religião para atingir os seus objectivos. Porque não sendo americano, nem tendo conhecido alguém que tenha morrido nesse dia, também eu fiquei horrorizado e muito menos tolerante relativamente ao Islão.

Dito daquela forma acaba por desculpabilizar o Islão de um problema que têm que ser eles próprios a resolver.

E acho que dessa forma o tributo seria mais realista.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sarkozy e a expulsão dos estrangeiros

Sarkozy, conhecido por ser o companheiro da lindíssima Carla Bruni e, em alguns meios, por ser Presidente de França, quer expulsar os trabalhadores estrangeiros, os vagabundos estrangeiros, os criminosos estrangeiros... basicamente, os estrangeiros, para lavar o país dessa escumalha! Gentalha essa que até chegou recentemente a jogar na selecção francesa de futebol, foi campeã do mundo e até, imagine-se, reforçou o orgulho da 'grande' nação do galo.

Pois agora já não são bons outra vez...

Freud explicaria a coisa desta forma*:
(A Carla Bruni também :))


* Forma - molde sobre o qual ou dentro do qual se coloca alguma substância fluida, que toma o feitio desse molde

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um dia de MERDA

Relato de um dia de absoluta e incontornável MERDA:

4:00 - o #"$%#" do despertador não tocou.
6:30 - acordo e vejo as horas - #$%$#"%$#"%
6:45 - continuo incrédulo a olhar para o relógio... será que há maneira de ainda conseguir apanhar o vôo das 6:50?
6:55 - continuo incrédulo a olhar para o relógio... será que há maneira de ainda conseguir apanhar o vôo das 6:50? Pode ser que se tenha atrasado... significativamente (ESPERANÇA)
6:56 - "$#%#"$%$#"%$#"% percebo que estava a ter halucinações causados pelo stress
14:00 - O Vôo para Madrid está atrasado uma hora por causa dos "#$%$#"% dos espanhóis da Ibéria
15:45 - indo eu, indo eu a caminho de Madrid...
15:50 - Estes c#$%$#% dos espanhóis não se calam, este avião parece o mercado do Bulhão
16:50 - A estúpida da espanhola que está junto à janela deve estar com incontinência... pela segunda vez me obriga a levantar para ela sair e novamente para entrar. cab#$%&%# dos espanhóis que nunca ouviram falar de retenção de líquidos.
17:30 - Agora percebo o infanticídio. Estou prestes a cometê-lo. Será que o puto cabe numa retrete?
18:35 - Saio do avião em Madrid. Aproveito para dar um chuto no puto que vai a rebolar no chão ao longo de três filas de cadeiras.
18:35 - É mentira. Não dei o chuto no puto. Mas Apeteceu-me.
18:40 - Em Madrid são 19:40. O Vôo é às 19:50. A porta de entrada está fechada, porque o avião de Dublin atrasou-se uma hora. $%#!%"#$"!$ dos espanhóis, não haver uma peste negra que os leve.
18:50 - Trocam-me o bilhete para as 22:45 de Espanha. Pelo incómodo dão-me uma senha para comer um menu no restaurante ARS.
19:00 - Olho para a comida do restaurante ARS. Acho que vi um dos pratos disponíveis no menu no fundo da retrete hoje de manhã, em Dublin. Interrogo-me como terá chegado aqui primeiro que eu. Terá vindo de barco?
19:32 - Se alguém com poder suficiente estiver a ler este apelo, lance uma bomba de neutrões em Madrid... mas só a partir da meia-noite. Pelo sim, pelo não... liguem para saber se o vôo das 22:45 com destino a Portugal sempre acabou por sair, por favor.