quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Red Bull dá-te asas !!



Tivera eu muitas vontades para subir com esta vela, qual passarola do padre Bartolomeu...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Asfixia Democrática

"A Madeira é um exemplo de uma boa governação PSD", diz a Manuela Ferreira Leite.

A sério, ela disse isto!

Vá lá... eu compreendo, custa a acreditar... mas é verdade. Ela disse-o!

E depois afirma que ao contrário da Madeira, no continente existe uma asfixia democrática, que a sente ela própria e que o dizem os empresários e a sociedade civil.

Portanto, a Madeira é o paraíso democrático na terra e o continente o inferno anti-democrático.

Onde chega a demagogia? Há um único personagem que, todos os anos, para não dizer em todas as intervenções, se revela prepotente, autoritarista, intocável, antidemocrático e mal-educado. O seu nome é Jardim, Alberto João Jardim. A sua postura é inaceitável para qualquer português que tenha dois neurónios na cabeça e cujo estômago rejeite comida estragada e deveria bastar esta afirmação para fazer com que a Manela tivesse menos votos por aqui que o Partido da Terra, se é que este ainda concorre.

Mais do que asfixia democrática, esta Manela tem é asfixia intelectual.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sim Chefe!

Mesmo que tenham juntado os chefes com os chefs o número não deixa de ser impressionante!

no iol, por isso, não desliguem o sentido crítico: (em 2009/08/20)
"Há 345 mil chefes a trabalhar no sector privado.A crise até parece que passa ao lado dos altos cargos nas empresas. Numa altura em que Portugal tem mais de meio milhão de desempregados, o Instituto Nacional de Estatística revela que há 345 mil pessoas com cargos de direcção e chefias em empresas privadas, mais 15% do que em 2008, adianta o jornal «i».
Nas empresas com dez ou mais empregados, a tendência de aumento do número de chefes dura há quatro trimestres, uma subida de 40% para um total de mais de 90 mil chefes.
No universo das pequenas empresas (com menos de dez empregados) o número de dirigentes rondará os 252 mil, uma subida homóloga de 8%."

Conhecem a anedota dos remadores seguramente... pois quer-me parecer que começámos a substituir remadores.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Problema, a Solução e o Intermediário

Às vezes as pessoas apenas precisam de desabafar. Não precisam de mais ajuda. Apenas de desabafar. Não esperam que tenhamos uma ideia luminosa, uma verdade absoluta, uma saída airosa ou uma solução definitiva. Precisam... de desabafar. É uma forma de sair de um ciclo vicioso. É uma oportunidade para falar alto e, quando as coisas são ditas em voz alta perdem o dramatismo, assumem significados diferentes ou perdem significados auto-impostos por raciocínios circulares. Frequentemente, a vocalização é libertadora per si.

Às vezes precisam de ajuda.

Quem ouve tem uma de duas atitudes:
- ouve, aceita e faz questões sem opinar
- ouve, rebate, diz que não é assim, não será antes assado...

Comecei a escrever pensando ser a segunda opção a "melhor": se o problema é o ciclo vicioso vamos sair dele, vamos encontrar a área mais frágil do ciclo e quebrá-lo. Acabei a pensar que a "melhor" será a primeira opção. Que direito temos nós de presumir perceber o que vai na cabeça de outrém? E ainda por cima, opinar sobre isso? E assumir que os factos que nos estão a ser passados são os factos "de facto" ou estão já filtrados pelas emoções, por desejos e por receios?

Curiosamente, na vida real, que eu tenho uma pequena tendência para racionalizar, acabo sempre por começar na primeira opção e, sem dar por isso, acabar na segunda.

Agora, cuidado!

Que não seja a vontade de ajudar tanta, que se acabe por piorar a situação porque nem tudo é o que parece. Além do mais, estou convencido que a decisão tem que ser desenvolvida internamente ou não será aplicada. Pode orientar-se alguém num determinado sentido mas a conclusão não pode ser dada. Tem que ser construída pela própria pessoa. Só assim existirá um compromisso que ligará o problema à solução.

Isto a propósito de quê, perguntará quem lê. A propósito de duas conversas a que assisti numa esplanada (sim há pessoas que vão para esplanadas falar de problemas pessoais), com diferentes intervenientes, sobre um problema comum: a separação; num caso consumada, noutro uma opção para uma relação ou melhor, para o seu fim, que o fim é sempre uma opção de qualquer relação.

Chamemos Gertrudes à pessoa com problemas e Leopoldina a quem procurava ajudar. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência e, a acontecer, é uma coincidência monumental esta, a de juntar numa mesma mesa, duas mulheres com nomes tão incomuns.

Em ambos os casos a decisão era "evidente" para quem estava no papel de ouvinte (mas pouco), a Leopoldina portanto, e, por isso, avançava qual buldozzer racional a desbravar mato tenrinho e rasteiro: "deves fazer isto", "se fosse eu, fazia logo aquilo"; e era ver a miséria aumentar na cara da Gertrudes.
Lá deixei de ler Saramago e fiquei a ouvir o resto da conversa, logo ali percebendo que a solução que lhe estava a ser oferecida não era a solução que ela precisava. A Gertrudes não precisava que a ajudassem a escolher entre uma solução que não queria e uma solução que não era possível. Precisava que a ajudassem a definir (que não a escolher) uma terceira solução (quem sabe, pode ser uma solução marginalmente diferente das anteriores) e que lhe instilasse alguma confiança de que existe essa outra solução para ser descoberta.

O que me perturbou em ambas as cenas foi a voracidade com que alguém julga em causa alheia. Que fundamentos justificam que uma solução seja melhor que outra para que a aconselhemos? A nossa experiência pessoal, que é diferente da de qualquer outra pessoa? A lógica racional, o que raio é isso numa relação? O que julgamos saber da prática social? A intuição?! Afinal, também quem ajuda tem que perceber que, finda a conversa, uma pessoa sai dali como se nada fosse e a outra, sabe-se lá como.

Por isso a Leopoldina, que estava a tentar ajudar, na realidade não estava a ajudar. Estava, isso sim, a apertar o ciclo.

Enfim, julgo que o melhor que podemos fazer é ouvir e deixar algumas questões que possam fazer o outro pensar e olhar por uma outra perspectiva, para que seja a Gertrudes a encontrar a sua saída, que será sua porque foi encontrada por ela e, por isso mesmo, terá melhores probabilidades de resultar.

E se for preciso voltar à carga pois muito bem, voltemos a ela, que isto de chamar viciosos aos ciclos tem a sua razão de ser.

Ah! Já agora, na mesa do fundo por favor, que é para eu conseguir acabar de ler o Memorial do Convento!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Inacreditável...

Nova Lei aprovada pelo executivo de Karzai (apoiado pelo ocidente) autoriza os maridos a deixar as mulheres morrer à fome caso elas não os satisfaçam sexualmente.

As mulheres não concordam; os homens acham muito bem, porque a Lei é construída por "respeitáveis" membros do Clero.

Será que isto é uma evolução em relação ao apedrejamento?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Porque a política mete nojo

Por causa disto:

»» a economia portuguesa, tal como a europeia crescem por causa da crise e não por causa das políticas do Governo.

»» a taxa de desemprego cresce para 9,1%, isso sim, por causa das políticas do governo.


...e por causa disto:

»» o desemprego alcança a taxa mais elevada por causa da crise mas continua a decrescer cada vez mais depressa e não atingirá os dois dígitos.

»» A crise acabou



Embora a minha simpatia, neste caso, esteja do lado dos argumentos do Governo, ainda assim, irrita-me que a atitude do Governo seja sempre a da desresponsabilização e que as medidas sejam sempre tomadas de acordo com os ciclos políticos.
Mais me irrita que a oposição faça exactamente o mesmo (de forma invertida, naturalmente) só que utilizando argumentos idiotas e até contraditórios à primeira vista. Não se pode dizer que tudo o que é mau é culpa do Governo nem que tudo o que é bom é de responsabilidade de todos menos do Governo. É assim que se perde a pouca credibilidade que se tem. Pelo menos junto aos olhos de pessoas minimamente informadas.

Quantas destas teremos no país? espero que as suficientes...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Taylorismo na Comporta... ainda por cima mal implementado

Ele há coisas que se encontram nos sítios mais inesperados. Como por exemplo, encontrar o taylorismo num restaurante na praia da comporta, quando se julgava apenas existir em unidades industriais.

Tudo começou ao entrar no restaurante. Logo aí, apesar de existirem cerca de 5 empregados a cirandar, sem fazer realmente nada, ninguém nos indicava uma mesa. Só quando finalmente perguntámos a um dos indivíduos onde nos podíamos sentar é que obtivémos uma resposta... ou algo do género porque não saiu palavra daquela boca, apenas um aceno com o pescoço que levou a cabeça agarrada e com a mão, como que indicando qualquer um dos disponíveis. Enfim, mais tarde verificámos que era ucraniano ou romeno, vá lá, da Europa de Leste.

Bom, não foi aqui que identificámos o regime taylorista mas esta desorganização inicial deveu-se, seguramente, a uma falha na identificação desta tarefa ou à ausência do seu responsável.

Adiante...
Sentámo-nos e eis que chega alguém a oferecer couverts, Não muito obrigado mas queremos duas caipirinhas, Ah, isso não é comigo, têm que falar com o responsável das bebidas, Ai sim? Muito bem, queremos também uma entrada mas não esses couverts, Ah isso é com outra pessoa, aguardem um momento.

Aguardámos. Vários momentos. E como eu gosto de esperar...

Entretanto um outro empregado lá foi montar o guarda-sol...

Continuámos a aguardar...

Até que chamámos o tipo que nos tinha indicado a mesa, ao que ele respondeu que não podia, que era outra pessoa que fazia os pedidos das bebidas.

E FINALMENTE lá chegou o tipo das bebidas que registou o pedido, avisou que o couvert tinha que ser pedido a outra pessoa, que não era com ele. Lá vem a senhora do couvert outra vez a perguntar se sempre queríamos couvert, ao que respondemos que queríamos apenas pão e chouriço para a entrada e não os queijinhos que nos mostrara antes, ao que replicou, Ah mas isso já não é comigo eu só apresento o couvert, há-de vir aqui alguém registar o pedido porque, sabe, cada um aqui tem as suas tarefas, Ah, estou a ver, disse eu e pode chamá-lo?, Sim senhor, E lá veio o rapaz que tinha aberto o guarda-sol registar o pedido e, esperamos nós, trazer as bebidas, porque essas já tardam. Agora parece estar resolvido!

Aparece o chouriço, entregue pelo indivíduo cujas tarefas são levar as pessoas à mesa, montar guarda à porta e, pelos vistos, entregar chouriço que o resto dos pratos ainda não sabemos. Já o pão, esse, não veio com o chouriço, estranhamente dado serem de tão boa companhia e não poucas vezes viajarem amalgamados. Se não veio porque não havia regra definida para trazer pão sem couvert ou para trazer pão com chouriço, ou se foi má vontade da senhora dos queijos por termos repudiado o seu lacto produto ou se foi o mais vulgar esquecimento não o soubemos...mais à frente veremos que viríamos a pagar dois cestos de pão embora apenas um tenha conseguido chegar imaculado à nossa mesa. Muitos e tortuosos são os caminhos do pão!

Lá vieram as caipirinhas, entregues pelo responsável pelo seu registo, estranho que o responsável por trazer o chouriço à mesa já o não seja para as bebidas mas avancemos que se faz tarde e o chouriço tem que ir a banhos. Aproveitamos para perguntar pelo pão, Sabemos que não é tarefa sua mas os seus colegas devem ter-se esquecido, e lá chegou o pão entregue não pelo rapaz das bebidas, aguadeiro seria um século antes, nem sequer pela menina das entradas de queijo mas, agora sim, pelo moço que indica a mesa, guarda a porta, entrega o chouriço... e o pão.

Sigamos em frente, para já parece que tudo está como Deus manda e o cliente exige, que Deus não poderia ser tão exigente ou não teria criado a raça humana e eis que vem o prato principal, que fique registado que era tamboril de arroz quando o costume indica o contrário, mais uma vez entregue pelo moço da entrega do chouriço, parece afinal que ele ganha aos outros na quantidade de tarefas, será isso bom ou mau não o sabemos. Já o picante é trazido pelo rapaz que regista os pedidos de comeres que não de beberes... UFFFF, é complicado para nós, clientes, manter o registo de quem é quem. O BRG acaba por sugerir que cada um deveria trazer uma indicação sobre qual a especialidade que dominavam mas não a fez a quem mais lucraria com ela e perdeu-se nos vapores que emanavam do tacho de tamboril.

Entre garfadas e vira-copos lá se foi pedindo mais uma imperial, desta feita pedida nem sei a quem mas trazida pelo rapaz que abriu o guarda-sol, que terá sido feito do aguadeiro, talvez preso nos lavabos que o stress de tão complicada divisão e cruzamento de tarefas dá as voltas ao estômago a qualquer alma. Já a sobremesa e os cafés foram pedidos a e entregue por esse mesmo rapaz, um claro rasgão na rigidez das tarefas definidas por algum proprietário reformador com tiques de classicismo, mas no vórtice de tanta confusão, tal terá passado despercebido a todos, até ao próprio empregado.

Assim se passou o resto da refeição, observando a confusão reinante em que uma dezena de empregados se cruzava, atrapalhava e confundia os clientes.

Bem saciados de comer, de beber e de rir, que rir também faz trabalhar o estômago, eis senão que vemos tudo começar de novo na mesa ao lado, verdinhos e acabadinhos de chegar, O que é este Arroz de peixe?, Ah, têm que perguntar ao meu colega que faz o registo do pedido, eu só trato das bebidas - diz o aguadeiro, e nós não aguentámos e rimos que nem uns perdidos, acompanhados por alguns sorrisos da moça dos queijos, encostada à porta, que o anterior porteiro desaparecera, que a ela já havíamos perguntado pela maneira como estavam organizados para que endereçássemos os nossos pedidos às pessoas adequadas, ao que ela respondeu, Eu só trato de levar as entradas às mesas, as bebidas são com outra pessoa e os pedidos com outra ainda, E mais não soubemos porque nem ela sabia, nem nós o queríamos saber realmente, haveríamos de chamar o que estivesse mais perto.

E por fim chegou a Patrícia Bull e com ela, em pano de fundo, um grupo de golfinhos saudando os banhistas com a barbatana de fora culminando uma refeição diferente...

Ah e não me lembro quem trouxe a conta mas foi a paga a uma outra empregada, concerteza responsável pelos pagamentos das mesas com número primo (apenas divisíveis por 1 e pelo próprio).

Charlie Chaplin ficaria deliciado!

Desculpem qualquer coisinha pela escrita mas ando a ler Saramago e tal acto destrambelhou-me toda a pontuação.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

E a vaca o quê?

Não comento futebóis aqui, salvo a espaçada e fortuita boca não relacionada com o jogo em si mas, desta vez, não consigo resistir.

Quanto mais não seja porque agora ganhei uma especial sensibilidade para coisas relacionadas com crianças e creches...

Este cartoon saiu na bola de 6/Ago/2009 e não me lembro do seu autor.
imaginem um miúdo a olhar para o quadro onde todas as criancinhas colocaram um desenho com um animal e com a sua principal característica...



É hilariante :)

PS: Para os mais desligados do mundo da bola, o Sporting marcou um golito no último segundo de jogo, passando assim à próxima fase da antiga Taça Uefa, depois de fazer um jogo deprimente. Ah, e o co-autor do golo foi o guarda-redes que aos 95 minutos de jogo subiu à área contrária!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Runnin' on'ice

I once asked someone "Why do you run?"
I don't remember the answer at all, just that it didn't convince me. "Lunatics" I'd say...

But running is getting in the bloodstream of urban folks. They gather like flocks in several different places just for the brief exchange of effort, sweat and liberating pain. I should know... I have become one with the flock.

Oh yeah, I still don't really understand why I have began to run and my legs are in agreement because right now, 7 kms in less than 33 minutes after, man... I feel the pain!

But while running, wind carving my face, blood pumping vessels exchanging anything for fuel, fast music raging in my ears... or just the spraying sound of the sea against the rocky shore, there is this steadfast rythm pushing you forward, step by step, obstacle after obstacle, the defined goal or just that last effort to overcome a random runner in your eye sight, an undeniable and powerfull motivator.

We run with others but we run from ourselves so that we can find ourselves in the end. Does this make sense?

I thought not...

Anyway,
When someone asks me "why do you run?"

Now I answer - "How can you stand still?"

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Em Bilbau até as greves são explosivas

No aeroporto de Bilbau, o pessoal da limpeza e de transporte(?!) estava de greve. Resultado: o aeroporto parecia estar polvilhado de confetis gigantes coloridos. Grande explosão de côr e cartazes. Acabei por não tirar nenhuma foto de jeito porque estava com medo que a polícia basca pensasse que eu pudesse ser um bombista da ETA...



A verdade é que um aeroporto miserável até estava engraçado. Parecia um fim de festa...



E parecem muito zangados com uma negociação qualquer:

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Atcheheheheheh



Se a pessoa que amas treme quando a abraças,


se sentes os seus lábios ardentes como brasas,



se sente calafrios quanto te aproximas,


se a sua respiração se agita,

se vês nos seus olhos um brilho febril...






Manda-a à merda! Tem gripe A!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O determinismo

"Enquanto não formos felizes com quem somos não encontraremos a felicidade em qualquer outra coisa".

E quem somos nós se não um conjunto de vivências, de experiências, de decisões, de atitudes, de valores inculcados ou descobertos? Quem somos nós senão pedaços de todos os outros e das intercepções ou tangentes que vivenciámos?

Faz-me confusão o determinismo, quer dos que dizem não existir felicidade senão em nós quer dos que dizem que a desilusão é auto-infligida porque nos deixámos iludir. O primeiro defende o conformismo, o segundo martiriza o vencido.

Faz-me confusão qualquer determinismo que não venha de mim. Porque se vier de mim eu sei que nem eu acredito nele ainda que tente convencer outro da sua bondade.

Por isso, será mais ajuizado não acreditar numa única palavra do que acabei de escrever...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

:( será que alguém lê este blog?!

Voltei a passar por lá...
e agora é sem chouriço e sem placa... uma vez que a placa foi removida.



esta placa desapareceu!

Novos tempos, novas verdades

Objectivo de vida:

antigamente: plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro

actualmente: comprar um portátil, criar um perfil no second life e criar um blog.

no futuro: implantar um chip no cérebro, pedir uma licença para ter um filho in vitro (que entretanto é recusada) e imaginar um filho a ler um livro à sombra de uma árvore enquanto espera que o WindowsGoogle2100 existente no chip carregue...

domingo, 12 de julho de 2009

Caça-fantasmas


Eis o nosso país... uma casa assombrada onde já não mora ninguém a não ser fantasmas. Os fantasmas daquilo que deveria ter sido feito e não foi, os esqueletos do que foi feito e não deveria ter sido, as visões do que poderá vir a ser feito e que se tornarão nos esqueletos e fantasmas do futuro...

Olhem para dentro.

Um dirá que não vê nada. Tudo está escuro, cheira a mofo. Cada movimento parece um truque ocular destinado a enganá-lo. Está vazia a casa; condenada. Se abrisse um armário encontraria esqueletos; atrás de uma cortina, fantasmas. Maldito proprietário que consome tudo e deixa apodrecer a casa...

Outro dirá que a escuridão esconde tesouros fantásticos e obras formidáveis. Está escuro sim, mas no ar vagueia um aroma primaveril que indicia fertilidade e esperança. A casa estará cheia e continuará a evoluir. Debaixo da cama brotam trevos de quatro folhas, no sótão encontraremos compêndios de conhecimento que nos levarão um passo mais além. Bendito proprietário! O sucesso é inevitável com a sua gestão.

Na verdade, se avançassem para lá da porta de entrada, pé ante pé, ambos encontrariam um espelho. E nesse espelho veriam reflectida uma imagem. A sua imagem. Os seus olhos a devolver o olhar. Veriam no seu olhar a razão da casa estar assombrada; está assombrada porque cada um de nós não consegue olhar senão para si.

Enquanto o poder for o fim e não o meio a casa continuará assombrada.
Seremos nós os fantasmas do futuro ou os caça-fantasmas do presente?

sábado, 27 de junho de 2009

Provérbio Chinês

"O homem que não sabe sorrir, não deve abrir um comércio."

Que pena os portugueses não saberem ler chinês...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Gelo em Madrid

Estou em Madrid a comer umas tapas e a beber umas cervejolas à espera de jantar, enquanto se vai discutindo o futuro da empresa...
Isto já parece o Twitter. :)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

BEM VINDO A REDUZA*




Quando nos deslocamos a grande velocidade os pormenores esbatem-se no nosso campo de visão. Os brancos tornam-se mais brancos e os pretos mais pretos.

Perdemos a capacidade de descobrir os cinzentos, os compromissos que se estabelecem entre opostos.

Passamos por cima deles como se não existissem ou ignoramo-los como devaneios probabilísticos.

A estatística elimina-os com a aplicação da distribuição normal, a História humilha-os porque saíram perdedores da guerra darwinística da sobrevivência, os comediantes ignoram-nos porque não têm graça e os matemáticos esconderam-nos por detrás dos limites.

Mas são as áreas cinzentas as de maior potencial. É aí que se processa o encontro de ideias, onde a matemática passa a ser sinergética, onde se desbasta o desconhecido e se desenha o futuro.

Por isso, a velocidade acaba por representar muitas vezes a zona de conforto; aquela que nos dá a segurança da mediocridade. Parece um contrasenso, por ser mais instintivo relacionarmos a velocidade com o progresso, mas de que nos serve ver a realidade pelo espelho retrovisor?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A fábula do Destino e da Sorte

A Sorte e o Destino andavam juntos a passear na floresta. Enquanto caminhavam iam discutindo as arbitragens do último campeonato de futebol, as novelas de cordel e a transferência milionária do Ronaldo para o Hilton. Eis que chegam a uma encruzilhada e têm que decidir por onde ir.

Diz a Sorte: para mim tanto me dá! Não conheço nenhum dos caminhos... vou tirar à sorte e deixar que ela me guie.

Diz o Destino: Essa agora! Tirar à sorte?! Nunca! Eu vou pela direita. Assim que aqui cheguei percebi que estava destinado a seguir por esse caminho e não vou escolher outro. Acontecerá o que tiver que acontecer.

Diz a Sorte: Mas como sabes que esse é o caminho correcto? Já alguma vez aí passaste?

Diz o Destino: Não. Nunca aqui estive sequer, mas não conhecendo nenhum deles, fiquei com a sensação que é por ali que devo ir.

Diz a Sorte: Bem, já eu - Caras é pela esquerda e Coroa pela direita. Atira uma moeda ao ar, rebola em arco e cai com a face Coroa virada para cima... Olha que sorte! Vou pelo caminho que te estava destinado!


Moral da história:
Quem se apoia sempre na sorte para as decisões da sua vida, acaba sempre por encontrar um destino traçado por outros. Quem acredita que tudo o que lhe acontece é o destino, acaba por entregar esse destino à sorte.

terça-feira, 16 de junho de 2009

To Do or Not to Do, that is the question

Sim blogosfera, tens razão. Essa não é a expressão que Shakespeare celebrizou, mas se ele vivesse em 2009 e trabalhasse numa multinacional ao invés de escrever peças literárias extraordinárias... talvez fosse.

As pessoas mais organizadas normalmente criam listas de tarefas, os "To Do's", que os orientam no seu percurso académico, profissional e até pessoal. Definem objectivos com vários prazos, atribuem-lhes ordem de importância e vão guiando as suas acções por esse escalonamento.

Pessoas menos organizadas, como é o caso do Gelo (o uso da 3ª pessoa numa referência a si próprio está na moda), a definição de uma lista precisa e sintética acaba por ser contra-producente porque a sistematização dum emaranhado de ideias, objectivos, ideais, preferências, gostos mais e menos acentuados, receios e riscos resulta num exercício dramático e iterativo, num modelo matemático significativamente complexo, que demora a chegar a uma solução óptima... que estaria ultrapassada no momento da sua descoberta... É difícil optar por uma alternativa quando as alternativas não são melhores nem piores, mas iguais... e são tantas que não cabem numa página A4.

Enfim, digo que esta é a melhor forma de desperdiçar aquilo que se chama de "potencial elevado" ou seja, a capacidade de atingir um nível de excelência numa área qualquer. Acredito que para atingir esse "potencial" é preciso um foco, é preciso definir um rumo ou ter a sorte de seguir um rumo que alguém (a senhora sorte ou o senhor destino? - isto vai merecer outro post...) traçou por nós. E só os verdadeiros génios, que se contam pelos dedos de uma mão de um soldado mutilado no Afeganistão conseguem atingi-la sem esse foco.

Bom, a minha personalidade não se dá bem com focos, fica encandeada, divaga e não se compadece com caminhos fáceis quando os há mais difíceis, mais desafiantes... mas a paixão dura pouco tempo e acaba por ser apenas mais uma ideia, uma actividade, um interesse, uma experiência, que quero juntar às outras.

Isto a propósito de uma afirmação de Jim Collins no seu livro Good to Great, onde defende que as organizações ou os seus estrategas deverão fazer a lista dos To Do's mas, mais importante ainda, a lista dos Not to Do's e é esta última a que vai definir as prioridades reais e eliminar as tentações. Ou como disse José Régio, Não sei por onde vou, Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí!

Parece-me um bom princípio.
Por isso tomei a decisão de fazer uma lista de Not To Do's.

1- Não fazer lista de To Do's.
2-...

domingo, 14 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

O que fazer quando se atinge o limite?

Caminhei, caminhei, caminhei... continuei a caminhar até ao limite das minhas forças. Sempre que parava, era apenas p'lo tempo suficiente para recuperar algumas forças que me permitissem seguir em frente.

Não segui referências que não o horizonte. Nenhuma estrela me guiou, ninguém levantou o dedo a apontar o caminho. Não vi placas, ervas pisadas, pegadas de homem ou animal. Não vi mapas, não ouvi indicações. Apenas segui. Segui sempre em frente, num rumo imaginário e fixo que me levaria seguramente a um ponto em que não pudesse mais avançar, sabendo que retroceder não era uma opção.

Passei por estradas, trilhos, saltei vedações e muros, galguei dunas e escalei montanhas, nadei contra a corrente, arrastei-me por planícies de terra e pó e atravessei prados e ribeiros.

Atalhei sempre que pude. E quando a opção era contornar ainda assim atalhei, a eito, como uma flecha lançada no vácuo.

Cortei ventos, naveguei por chuva e deslizei por neve. Arrepiei caminho ao sol e fiz da sombra o meu descanso, enquanto caminhava.

Segui imparável até ao final da terra firme. Parei no final pré-pitagórico, no fim do mundo, no fim de tudo. As estrelas já não me olham apenas de cima mas também de frente e por baixo.

E agora?

Alguém tem coragem de espreitar?

Rasengan caseiro



Para quem gosta do Naruto :)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Hilariante :)

Cavaco Silva à TSF a propósito do investimento que fizera há uns anos no BPN:
"Julga que quando éramos professores (ele e a Manela) guardávamos o dinheiro debaixo do colchão? Ou num país estrangeiro?"


...breve pausa...
...voz um tudo ou nada aflita...

"E agora também não!"


lolol... ou lhe fugiu a boca para a verdade ou atrapalhou-se com a língua portuguesa, que é traiçoeira, todos o sabemos ;)

terça-feira, 2 de junho de 2009

O lado negro do jornalismo

O ladro negro do jornalismo revela-se no exagero, no ultrapassar do limite da notícia para o lado do espectáculo degradante.

Há dois níveis de "negrume": o mais baixo é o exagero propriamente dito, pela repetição massacrante dos mesmos factos mas com roupagem nova se bem que, por vezes, nem isso.

Tome-se como exemplo a presumível queda do avião da Air France ao largo da costa brasileira. Terão morrido mais de duas centenas de pessoas das mais diversas nacionalidades, curiosamente nenhum português o que, só por si, poderia justificar uma intervenção mais demorada, dado que a proximidade dos factos com o público provoca um maior interesse. Mas não.

É claro que a notícia é importante. É claro que merece o seu tempo de antena, especialmente por ter sido no Brasil, destino de férias de muitos portugueses mas também por dizer respeito à maior comunidade de emigrantes no nosso país.

Só que os noticiários portugueses, homogeneizados pelo padrão da TVI, para minha infelicidade, agarram no acontecimento e fazem dele um espectáculo circense que consome metade do noticiário. Chamam pilotos actuais e antigos, especialistas em aviação, metereologia, oceanografia, mergulho, novelas brasileiras, etc. (graças a deus não apareceu o Nuno Rogeiro nem o General do costume). Fiquei admirado por não chamaram também médiuns e a Maya; quem sabe, conseguiriam descobrir o paradeiro dos destroços primeiro que as autoridades. Juntam-lhe cartas atmosféricas, oceanográficas e imagens de satélite, tudo bem misturado por computadores e lcd's de alta tecnologia e temos uma notícia looooooooooooooonnnnnnnnnnggggggaaaaaa, contudo sem mais do que meia dúzia de factos. Especialmente, se tivermos em conta que a notícia se repete durante dias com a mesma duração extenuante porque se descobriu um facto novo como, por exemplo, um descendente luso-brasileiro que se safou de morte certa porque não apanhou o avião e agora passou a acreditar que existe uma "entidade superiora", ele que nem sequer era religioso! Fico contente que tenha encontrado um propósito na vida mas realmente, eu passava muito bem sem o saber.

Bom, depois há o nível mais elevado de "negrume". Este é o nível em que não apenas se exagera na notícia mas como se atropela toda a gente sem ter a noção dos seus direitos. E os jornalistas são exímios nisto. O "furo" e a glória que daí advém sobrepõe-se a tudo o resto, aos direitos e aos sentimentos das pessoas, à aflição e ao desespero. Justificam-se normalmente com a avidez de sangue patenteada pelo ser humano e pela necessidade de mostrarem as imagens que o seu público quer ver, sob pena de mudarem para um canal menos escrupuloso na definição de conteúdos. É uma falsa questão claro! Há quem goste de ver pedofilia, assassinatos, violência gratuita, corpos despedaçados. Eu pessoalmente gostaria de ver muitos políticos, empresários e alguns profissionais dos media (entre outros) serem vergastados em público até ficarem com as costas feitas em polpa de tomate. Garanto que este meu desejo se tornaria no programa mais visto em todo o mundo, caso fosse para o ar. E nem por isso tal serve de justificação para o fazermos, mesmo que pudéssemos. Em primeiro lugar está o direito da pessoa, pelo menos quando esse direito não ofender o direito dos restantes (esta é uma questão para um relambório interminável e, por isso, fica por aqui). Mas os jornalistas julgam-se acima de qualquer poder e de qualquer nível de decência, valor humano ou lei. E só por isso se justificam as imagens de dezenas de jornalistas a esmagar os familiares das vítimas para obter imagens e algumas palavras, o sangue e o desespero, espremidos até à última gota de quem já não tem gota de sangue no corpo. Onde está a notícia aqui? A única notícia que eu vi foi a perseguição. Pelo menos tenho que tirar o chapéu a um dos canais portugueses, já não sei se a Sic ou se a RTP1, que se dignaram a dar também essa notícia, juntamente com as imagens e com as palavras que, sofregamente, quiseram rapinar às vítimas da tragédia.

É nestas alturas que eu fico com pena que o presidente do Benfica não convoque uma conferência de imprensa extraordinária. Continuaria a ver uma não-notícia mas pelo menos sempre me ria um bocado...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Su,

espero que já estejas em franca recuperação da intervenção cirúrgica. Essa cana do nariz que não te permitia respirar como deve ser já deve estar a caminho de ser utilizada em rações animais, pelo menos parte dela, não?!
Tu sabes que eu resolvia isso com um martelo e com um penso rápido mas tu preferiste a anestesia geral. Enfim, nem o argumento da crise te demoveria, não é?

Espero que não haja "próxima vez" mas, se for necessário, sabes que podes contar comigo e com a aplicação da medicina... huuuummmm... chamemos-lhe tradicional.

:)


fecha os olhos e imagina um martelo...

Mesmo que não seja suína a gripe é mesmo uma porcaria...

domingo, 24 de maio de 2009

Evento Sushial!

Ontem sushiei com vários amigos em Lisboa. Foi no regime farta-brutos o que não lhe conferiu um registo de grande qualidade mas também não foi mau de todo. O momento mais interessante, não desfazendo da companhia, foi rever um casal amigo que já não via há algum tempo, o mesmo casal que me iniciou neste tipo de comezainas, curiosamente no mesmo sítio onde me iniciei.

No entanto, este post tem outra intenção. Resgatar às garras do esquecimento o último "evento sushi" patrocinado por moi même e exigido despudoradamente por Krisspi.

Gelo likes Sushi!

Só que cada refeição é uma trabalheira monstra, pelo menos se quisermos confeccionar a variedade exigível, que mais do que o sabor, é o que me atrai. Por isso, não o faço com muita frequência.

O "evento" mais recente, pela primeira vez um almoço (ou um lanche, dada a hora tardia :)), teve lugar em Sesimbra, em casa amiga com vista desafogada. Nada mais apropriado que comer sushi à beira-mar!



Fica o registo de uma tarde bem passada onde as entradas de fumeiro desapareceram antes que eu lhes pusesse a vista em cima e só comi mesmo o sushi que confeccionei. Aliás, em abono da verdade, desta vez, a Krisspi deu uma ajuda preciosíssima, sendo dela a responsabilidade dos rolos ficarem tão bem feitos! A presença de um génio é uma inspiração para os demais hehehehehehe... cof,cof...

As fotos são da responsabilidade do meu amigo do berlinde e ainda ficaram melhores que o sushi. Enjoy!

A preparação é sempre importante! Ingredientes frescos, facas aguçadas e meia dúzia de berros a expulsar os curiosos da cozinha.



Ora aí está um bom exemplo de nigiris ... huuummm... água na boca!



Soldadinhos de sushi: "Contra os canhões, marchar, marchaaaaaaar!!!!"



A côr e o sabor de mãos dadas... e ainda parece petas-zetas!



Se houvesse sushi no tempo do Aladino quando se dissesse "abre-te sésamo" o significado seria outro.



Sushi a dois também é bom!
Alguém se habilita? :)

Entretanto na Antárctida... .

Por aqui, uns mais suínos, outros menos, todos se vão preocupando com a gripe suína ou porcina, como se diz no México.

Diz-se que o porco é o animal mais parecido com o ser humano, no que diz respeito à morfologia do corpo. Não é, por isso, de estranhar, que as doenças passem de uns para outros e vice-versa. Aliás, se reordenarem as letras de "corpo" consegue-se obter "porco"... uma premonição fabulosa de quem quer que tenha inventado o idioma português.

Começou pela peste suína, passou para a gripe e há-de acabar com a micose suína, provocando comichões por todo o mundo.

Entretanto na Antárctida...

.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

terça-feira, 19 de maio de 2009

Glocal warming

Is it just me who's melting down?



And is it better to melt or to shatter?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Gota d'Água - Musical e tragicomédia de Chico Buarque no CCB



Porque podemos rir quando queremos chorar.
Porque acabamos a chorar quando nos queremos rir.
Porque se pode chorar sem lágrimas.

versão Verão



sent by Krisspi ;)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

It's an alien world


Notícia no portal IOL:

Um astronauta americano com 77 anos, membro da tripulação "Apollo 14" afirma que a Nasa encobre o facto de existir vida no espaço e que os aliens são "hostis" mas "que já foram embora"; que são "pequenos e estranhos" e que sabe ter sido esse fenómeno "abafado por todos os governos nos últimos 60 anos".

Cita a fonte como sendo o jornal britânico The Telegraph.

Achei a notícia ridícula por vários motivos:
1º)Com 77 anos, parece-me que poderá já não saber muito bem o que diz ou pelo menos está susceptível a algumas "confusões" (não desfazendo dos que mantém a sua sanidade!)
2º)A afirmação surge num jornal inglês (The telegraph) o que também não dá muita confiança...
3º) "Os aliens são hostis mas já se foram embora" - foram-se embora porquê? afinal não encontraram nada que lhes servisse? De medo não foi certamente, dado que a tecnologia necessária para aqui chegar estaria muito para lá da nossa.
4º) É curioso como os aliens entram em contacto apenas com os governos e forças militares! Enfim, são tão avançados que conseguem identificar quem realmente tem poder!!
5º) E mais niguém os consegue ver com tanto paparazzi que para aí anda!!!!

Enfim,...fui ler a notícia ao site e, a não ser que a notícia impressa seja diferente da notícia online, o que é possível, quem a adaptou para o IOL tinha acabado de comer cogumelos às cores ou então tinha acabado de ler algum livro do David Brin.

E a conclusão é... porque raio perco eu tempo a ler as notícias do IOL?!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Happy BirthdEye

To all those who believe they are bleyend by the light and keep their eyes closed shut.

To those who embrace the dark but long for the light and

To those who don't know where the darkness ends and the light begins

and to you...



happy birthdeye

segunda-feira, 20 de abril de 2009

to ler ou not to ler

Não ter internet em casa faz com que tenha muito mais tempo para a leitura:

Ando a fazer a digestão de:
O olho do mundo – Robert Jordan
Scorecard de Capital Humano de José Bancaleiro
De Bom a Excelente de Jim Collins
The Mind Map Book de Tony & Barry Buzan

O primeiro é de aventura/fantasia à la “Senhor dos Anéis”; aliás, é uma cópia decalcada ou então uma extensão da grande obra de tolkien

Os restantes, são leitura profissional. A practicalidade de José Bancaleiro na gestão de Recursos Humanos, a curiosidade de uma liderança de nível 5 que não se encontra nas empresas nem nos nomes mais sonantes (de acordo com Jim Collins e uma ferramenta interessante para trabalhar a memória, a criatividade e a organização nos mapas mentais dos Buzan.

Confesso: São todos interessantes mas gosto mais do primeiro :)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Random thoughts...

Há palavras normais e palavras premium. O mesmo acontece com as expressões.

A culpa não é do marketing! É da formatação do nosso cérebro. As palavras são apenas instrumentos, chaves que abrem determinadas portas.



e todos nós exigimos premium! Ainda que, por vezes, queiramos apenas pagar o básico.

Ou como diz um amigo meu: "bifinho do lombo"

terça-feira, 7 de abril de 2009

Pensamento do Dia

A eternidade é infinita ou a raça humana torna-a finita quando a liga à sua existência?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

segunda-feira, 30 de março de 2009

Turnover

Um estudo efectuado nos Estados Unidos, em especial na indústria informática, a propósito do aumento sustentado do turnover (saída voluntária) que se verificou nos últimos anos, chegou à conclusão que a principal razão para tal facto se encontrava na desconfiança existente entre o management e os empregados.



Gostava de conhecer os resultados de um estudo semelhante efectuado em Portugal...

terça-feira, 24 de março de 2009

Home sweet home



A paz ensurdecedora do topo do mundo é a experiência mais purificadora que conheço. Antes de subir ao topo convém fazer backup da memória porque é certo que após algum tempo esquecemo-nos que o mundo existe. E se a ignorância que resulta do esquecimento não nos purificar, não sei o que o poderá fazer.




O bem e o mal não têm significado aqui. Dorme. Fecha os olhos e flutua na névoa eterna dos sonhos que não existem senão aqui; dos sonhos em que o desejo se extingue na imensidão deste mundo imaginário, porque impenetrável à vista. Poderás desejar o que não vês? Claro que sim, mas desejar o quê e com que intensidade, se não podemos medir a distância que separa a imaginação da realidade?

Time Vault

Transvision Vamp 1

Transvision Vamp 2

Quando se falava da Madonna eu gostava de Transvision Vamp...

Pessimismo

Penso, logo desisto.



de(s)carte essa ideia

Desencontros

Por vezes, há pessoas cuja frequência sintonizamos.
Por vezes, essas pessoas sintonizam outras frequências.
Há uma frequência que sempre frequentarei, independentemente de estar ou não sintonizada comigo.
Em dias AM e em dias FM.

sexta-feira, 13 de março de 2009

A Máscara - parte II

Porque é que as pessoas escrevem em blogs aquilo que não ousam dizer noutro contexto?

Acarinho a ideia de que os blogs tenham nascido como um “upgrade” tecnológico dos diários de papel, usados essencialmente por adolescentes do sexo feminino. Se não foi assim, penso que, pelo menos, se tenham disseminado pela mesma razão: a possibilidade de alguém se abrir ao exterior sem comprometer o seu 'eu' social, sem passar pelo crivo da censura, da frieza, da indiferença, da chacota e da estupidez dos outros que provavelmente resultaria de uma abertura real do nosso íntimo. Porque revela fraquezas, vulnerabilidades, que são exploradas pelos outros, ou assim o pensamos, de um modo que nos rebaixarão ou vexarão. Desta forma, é muito mais confortável abrirmo-nos ao mundo encobertos pela capa do anonimato, resguardados na segurança de um "nickname" que tanto nos pode descrever, como descrever um alter-ego ou alguém que nós gostaríamos de ser, com a vantagem adicional de termos a fantasia de que alguém está a ler o que escrevemos, o entende e se solidariza connosco. Alguém para além de nós. É esse o “upgrade” do diário de papel. Passamos do “one-on-one” fictício para um “one-to-many”.

Contudo, o anonimato de um blog é uma ilusão a partir do momento em que o divulgamos a um amigo. Esse é o momento em que passamos a pertencer ao universo global e deixamos para trás o nosso microcosmos. É o momento em que um post pessoal deixou de ser privado porque mais alguém tem acesso a ele. Alguém que nos conhece. Alguém que nos conhece e que conhece outras pessoas, que conhecem outras pessoas e, em poucas interacções, chegamos a alguém que conhece o Dalai Lama, o Barak Obama ou o Alberto João Jardim e podemos até interagir com eles. Os blogs deixaram de ser diários românticos onde alguém se expressa para uma proto-imagem de si próprio, alguém que nos compreende, para passarem a ser redes de contacto, redes de comunicação tentaculares que nos levam de um lado ao outro do planeta num infinitésimo de segundo, canais virtuais que levam o nosso ideário junto de outros onde pode ou não ser confrontado pelos outros, cada um interpretando-o à sua própria luz, produzindo reacções tão distintas quanto distintas forem as culturas, as vivências, as ideologias...

Quando se escreve num blog e se torna esse blog público está-se deliberadamente a aceitar que o mesmo seja sujeito ao escrutínio dos restantes. Diria mesmo que esse é o desejo impulsionador para a criação do blog. Mas ninguém nos garante que as respostas, a existir, serão tão cândidas quanto as do nosso 'eu' do diário de papel.

E isto pode acontecer no anonimato total do autor ou num anonimato parcial, sendo que será quase inevitável que aconteça no segundo caso. Principalmente, quando todos, por norma, flutuam debaixo do mesmo véu de obscuridade, agigantando-se de coragem por serem absolutamente invisíveis (É o mesmo fenómeno do condutor português ainda que com contornos menos obnóxios).

Por isso acho curioso que se verifiquem algumas coisas como:
- alguém ficar melindrado por causa de uma resposta a um post (que não seja ofensiva ou de educação duvidosa)
- alguém existir na blogosfera e ficar chocada com a interacção
- alguém criar um blog, divulgá-lo e depois ter medo de escrever nele para que ninguém a quem o divulgou perceba a que se refere.
- alguém escrever um post e não perceber que pode provocar uma reacção inesperada ou uma interpretação distinta.


Esta é a minha forma de ver este mundo. Não creio que esteja errada, mas já me enganei antes.


Deparei-me entretanto com outras formas, com outras existências, com outras máscaras que vêm o mesmo mundo de outra forma. Tanto ficam geladas comigo, como entram em ebulição.

De um modo ou de outro, para mim é sempre causa de degelo.

sábado, 7 de março de 2009

Agora sim... Escutismo

Escutismo

Ontem escutei. Comecei por escutar zurzidos incompreensíveis. Depois os zurzidos ganharam corpo e tornaram-se consequentes. Mais tarde deixaram de ser zurzidos e passaram a ser queixumes, opiniões, perguntas e respostas, diálogos sérios e tontos. Já de madrugada fiz o resumo do dia com a leveza de uma conversa chill out e acabei a sonhar com gatos.

às vezes sabe mesmo bem procrastinar com a doçura de uma(s) boa(s) conversa(s) até às tantas, ainda para mais com pessoas inteligentes...

quinta-feira, 5 de março de 2009

O custo do pão

O pão é O alimento base dos portugueses. Daqueles que acompanham caviar com pão, dos que acompanham enchidos com pão, daqueles que barram nele a manteiga ou daqueles que acompanham pão com pão porque não há dinheiro para mais. Por isso, sempre que falam em aumentar o preço do pão, estão a falar no aumento generalizado do custo de vida de todas as famílias, com maior incidência naquelas que têm muito pouco.

Isto a propósito de uma dose de pão que nos foi servida num restaurante que, por sinal, até é bastante agradável, com a excepção de ter que pagar 1,5 euros por isto:


altura: 2 cms; largura: 5 cms; comprimento: 10 cms



Só mesmo por "capricho" se pode considerar este preço justo...

terça-feira, 3 de março de 2009